BISPO JOSUE ADAM LAZIER


 
 

É belo servir ao próximo

 

É BELO SERVIR AO PRÓXIMO


Vivemos numa sociedade onde as coisas são avaliadas pelos resultados, pelos índices de popularidade, pelo poder de compra e aquisição, pelo ter, pelo possuir, onde o princípio do serviço na perspectiva do Evangelho de Cristo é algo ultrapassado.

 

Vivemos numa sociedade onde se busca levar vantagem em tudo e ter sucesso a qualquer preço, onde o espírito do serviço é relegado para os considerados “fracos” e “débeis”.

 

Vivemos numa sociedade que se caracteriza em criar estereótipos e modelos que identificam “vencedores” e ridicularizam “vencidos”.

 

Vivemos numa sociedade que influencia os diferentes segmentos, inclusive a própria Igreja de Cristo, em suas diferentes cores denominacionais, que tem perdido a perspectiva da sua missão em ser sal da terra e luz do mundo.

 

Aliás, isto não é novo, na sociedade do primeiro século da Era Cristã, os movimentos de exaltação do ser humano como semideus estava presente e criava slogans e doutrinas acerca da individualidade humana, ou do servir-se do outro ou do que é de outrem.

 

No entanto, mesmo que pareça romantismo, extraímos do texto bíblico que servir ao próximo é algo belo, bom, bonito, agradável, vantajoso, melhor do que qualquer outra coisa. Estes são os significados da palavra grega kalós que aparece, entre outros textos, em I Pedro 4.10.

 

Neste versículo que saiu da pena do apóstolo Pedro aparece além da palavra kalós, os termos que se traduzem por dom, serviço e mordomo, respectivamente xárisma, diakonia e oikonómoi.

 

São quatro palavras em apenas um verso, mas que dizem muito acerca do serviço, ou do ministério, ou mesmo da vocação, porque todos foram vocacionados por Deus para viver a vida de forma digna e servir uns aos outros em todo o tempo.

 

A recomendação do apóstolo Pedro é para que todos façam isto a partir do dom que receberam e o façam como bons despenseiros de Deus. Em outras palavras, ele está propondo um princípio norteador que afete as relações humanas, sejam em que contexto for, pois o importante é servir e servir é bom.

 

A palavra grega kalós tem a sua origem no verbo kaléo, que por sua vez indica o ato de chamar, de nomear alguém para uma função ou convocar para uma determinada missão.

 

O termo grego kléseos, traduzido costumeiramente por vocação, também tem sua origem no verbo kaléo. Em outras palavras, o que está sendo dito é que a vocação é bela, é bonita, é prazerosa, é vantajosa, sobretudo porque ela se dá no contexto ou na missão de servir aos outros.

 

O apóstolo Pedro, em sua experiência de vida e ministério, sabiamente recomendou aos líderes que exercessem o dom que receberam não constrangendo as pessoas, tampouco com ganância, soberba e dominação. Ele chega a utilizar a palavra “sórdida” (I Pedro 5.1) para se referir a estas atitudes reprováveis e inaceitáveis na vida de um líder. Exercer qualquer tipo de liderança com estes adjetivos é perder completamente a perspectiva divina da beleza do serviço voltado para o bem dos outros.

 

Ah! Temos tanto a aprender sobre isto. Seria mais fácil para os líderes exercerem suas responsabilidades se adotassem este princípio da beleza do serviço e se dedicassem para promover o bem de seus liderados. Seria mais fácil para os sacerdotes cumprirem com seus ministérios se perceberem suas ovelhas como seres humanos para os quais podem oferecer a “gratuidade” do carisma que receberam de Deus. Seria mais fácil para governantes cumprirem, ao menos uma parte, de tudo aquilo que prometem e juram fazer ao assumirem os seus cargos. Seria mais fácil para os líderes revolucionários motivarem as pessoas a lutar pelos seus direitos se houvesse mais alegria e prazer naquilo que se faz.

 

Como afirmou Hugo Assmann, “precisamos recuperar o saboreamento da graça naquilo que fazemos. Revolucionários tristes só podem fazer tristes revoluções”. A sociedade precisa da graça, da beleza, da alegria do ato de servir uns aos outros. Este é um caminho de libertação e transformação.

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

 

GINGRICH, F. Wilbur. Léxico do Novo Testamento: grego – português. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1984.

 

RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1985.

 

 



Categoria: Tu, porém
Escrito por Josué Adam Lazier às 22h47
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A propósito do abaixo assinado sobre o BBB12

 

A propósito do abaixo assinado sobre o BBB12

 

 

Ainda não assinei o “abaixo assinado” que está sendo divulgado pelos canais de comunicação vinculados à internet. Mas fico me perguntando sobre o que está incomodando mais os telespectadores da Rede Globo e do BBB12, além das suas novelas, dos seus seriados, dos seus noticiários, etc. É o entretenimento oferecido pela referida rede de televisão e sua opção de fazer sensacionalismo ou o possível estupro acontecido num destes dias de BBB12? Ou seria porque tal acontecimento feriu a “hipocrisia” que se faz presente na sociedade brasileira e nos movimentos religiosos que sacralizam o profano e profanam o sagrado? Ou seria o espetáculo da intimidade das pessoas representadas pelos participantes do BBB12?

 

Porque, para mim, enquanto cidadão brasileiro, pai de família, trabalhador, cristão comprometido com o Reino de Deus, procurando viver de uma forma digna e promotora de transformações sociais, os “estupros” mostrados diariamente nos diferentes programas da referida rede de televisão ou mesmo de outras, também incomodam, mas muito mais os “estupros” reais, aqueles que não são midiáticos e destroem a vida de milhares de brasileiros todos os dias. “Estupros” provocados por maridos violentos e que encontram a guarida de amigos e de conselheiros religiosos que os protegem. “Estupros” provocados por pais que não dão a devida atenção a seus filhos e os deixam à mercê das drogas, da prostituição travestida de modernidade, da televisão que cria padrões e modelos que não dignificam a vida. “Estupros” dos desvios de recursos públicos destinados para a população mais empobrecida e que entram para o patrimônio dos aproveitadores de plantão.

 

O que me incomoda muito são os “estupros” causados pelas enchentes todos os anos e as destruições que elas provocam nas diferentes famílias que são violentamente agredidas em sua dignidade humana e passam a viver dependendo das “esmolas” que os governantes oferecem e que, costumeiramente e sorrateiramente, não chegam aos mais necessitados.

 

O que me incomoda também é a sonolência em que nos encontramos enquanto cidadãos que ficam à mercê da mídia sensacionalista que enverniza a maldade, a impunidade, a corrupção e as injustiças que são praticadas diuturnamente em nosso país. Onde estão os moralistas, os fariseus, os religiosos dos templos e das catedrais, que não enxergam um palmo além do seu nariz e não vêm os desmandos que agridem a população, sobretudo a empobrecida. Onde estão os criadores de “abaixo assinado” para pedir, implorar, solicitar, requerer, buscar, solicitar, advogar, junto ao ministério público para que toda e qualquer injustiça seja debelada da nossa sociedade de uma vez por todas e não apenas uma ou outra programação que fira a suscetibilidade de um grupo de pessoas.

 

Acredito que a justiça, o bem social e a dignidade humana podem ser construídas, não com “farisaísmos”, e sim com ações transformadoras e cidadãs. Vamos fazer “abaixo assinado” para que o BBB12 saia do ar, mas façamos também “abaixo assinado” para que aqueles que têm olhos enxerguem as casas destruídas das enchentes do ano passado e deste ano e vejam o rio de dinheiro público que está indo pelo ralo por conta de uma Copa do Mundo; para aqueles que têm ouvido ouçam a dor da mãe que foi agredida pelo marido, o choro da criança que foi abandonada pela família ou agredida e o pacotinho de drogas sendo rasgado para consumo por parte dos adolescentes; para que os que têm sensibilidade humana solidarizem-se com a fragilidade humana e para que aqueles que se acham desesperançados sejam alcançados pela benfazeja justiça social.

 

Logicamente que há muitos que lutam pelos direitos em diferentes setores da sociedade, mas estes ganham poucos espaços nas diferentes mídias, pois os holofotes estão voltados para as celebridades artísticas, esportivas, políticas, religiosas, econômicas e empresariais.

 

Vamos nos juntar a estes heróis que lutam diariamente para preservar a dignidade da vida e assinar na história de libertação e transformação os nossos nomes?

 

Josué Adam Lazier

 



Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 13h12
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Tributo ao prof. Elias Boaventura

TRIBUTO AO PROF. ELIAS BOAVENTURA

Falecido no dia 07 de janeiro de 2012


 

Prof. Elias, já foram ditas muitas palavras elogiosas e merecidas a teu respeito nesta primeira semana após a tua partida. Quero também deixar algumas palavras registradas, embora reconheça que elas não são suficientes para descrever tudo que gostaríamos de expressar. Tive a oportunidade de conviver com você nestes últimos cinco anos, após a minha retirada do episcopado ativo da Igreja Metodista e designação para a Coordenação da Pastoral Escolar e Universitária da Universidade Metodista de Piracicaba/UNIMEP. Pude conversar contigo longas horas e variados assuntos, sendo que o principal foi a relação entre a Mantenedora e a Universidade.

 

Pude acompanhá-lo nos momentos críticos que você passou face ao quadro de saúde que vivenciou nestes últimos anos. Procurei estar ao teu lado e ouvi-lo, estimular a tua reflexão e aguçar a tua luta e, ao fazer isto, fui também me nutrindo para continuar acreditando na justiça do Reino de Deus. Quando cheguei à UNIMEP em janeiro de 2007 estava “ferido” pelas agruras dos movimentos políticos da Igreja Metodista. Você foi um dos primeiros, e provavelmente o mais sensível, a olhar para a pessoa do Josué, bem como para as pessoas da minha família. E nesta relação, onde eu oferecia informalmente o “pastoreio”, recebi da tua parte o “cuidado” de um professor e de um pastor.

 

Lembro que algumas das nossas conversas eram curtas e algumas inclusive silenciosas. As palavras não eram necessárias, pois aprendi a conhecer o que você estava pensando e você também aprendeu a “ler” as minhas inquietações. Aprendi muito ao longo destes cinco anos de convivência. Acredito que nutrimos o respeito um pelo outro, sem perdermos a criticidade que caracteriza as pessoas autônomas.

 

Você foi o tipo de pessoa que não é difícil amar, pelo contrário, foi muito fácil amá-lo. Você conseguia ser crítico, mas com ternura. Você foi capaz de ver e de acreditar nas pessoas, mesmo quando elas demonstravam muita fragilidade. Na verdade, há pessoas que somente você conseguiu “perceber” como pessoas com força de transformação. E isto é muito importante no processo de ensino e aprendizagem, bem como na missão do cuidado pastoral.

 

Você sempre amou a vida e lutou para a ela fosse plena e digna para todas as pessoas. Você lutou muito, especialmente nos últimos anos, e fez isto até o último suspiro. Você sabia que faria falta e que tinha ainda muito a fazer. Mas, para o nosso choro e lamento, chegou a hora da tua partida e ela foi dolorosa para os que aprenderam a te amar. Os frutos do teu trabalho estão registrados em muitas pessoas que você literalmente “abençoou” com a tua atenção, o teu cuidado e as tuas sugestões para a vida, pois você não dava conselhos, apenas comentava as possibilidades que a vida oferece e provocava a reflexão e a ação.

 

Você forjou uma Universidade voltada para a vida. Acreditava que a educação poderia ajudar na transformação do homem, da mulher e da sociedade. Mas esta educação transformadora precisava sair dos muros da Universidade e não ficar alojada comodamente na sala de aula. E você fez isto, levou a Universidade para os limites da vida. Você, na relação com a Mantenedora da Universidade, e Igreja que optou por contribuir como membro professo, não conseguiu ser compreendido, institucionalmente falando. Você foi como um dos filhos da parábola dos dois filhos (Mateus 21.28-30). O primeiro filho disse sim ao pai e não fez o que o ele pediu. O segundo filho disse não e depois foi e fez o que o pai pediu. Não tenho dúvidas em afirmar que você foi este tipo de pessoa, ou membro da igreja, que parece dizer não, mas faz aquilo que lhe pedem. Logicamente que você foi crítico, questionador, profeta ao anunciar e denunciar. Sua autonomia incomodava alguns poderosos da Mantenedora. Mas você foi o filho que disse não, mas sempre atendeu ao chamado do pai. Contraditoriamente, a Mantenedora, em alguns momentos da história, parece apreciar mais o primeiro filho, o que diz sim, mas que não faz ou faz o que não devia.

 

Prof. Elias, estamos em paz. Os “oráculos” que você proclamava continuarão repercutindo entre nós. Vamos continuar cuidando da Peminu, como você carinhosamente se referiu à UNIMEP. A tua ausência nos unirá mais, pois precisaremos estar juntos para continuarmos lutando para que a vida seja digna e justa e para que a educação seja promotora do bem social e não se transforme em produto mercadológico.

 

 

Josué Adam Lazier

Bispo honorário da Igreja Metodista

Orientando do prof. Elias no Programa de Mestrado e Doutorado em Educação

Coordenador de Extensão e Assuntos Comunitário da Universidade Metodista de Piracicaba

Professor na Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo

14 de janeiro de 2012.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 12h40
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Que as eleições sejam em janeiro

QUE AS ELEIÇÕES SEJAM EM JANEIRO

Repercutindo as tragédias dos meses de janeiro


 

Todo ano é a mesma coisa. Celebra-se o natal, comemora-se o novo ano que se inicia, e as chuvas fazem estragos numa parte do Brasil enquanto em outra a seca provoca tragédias. É o contraditório da vida. Até parece uma novela que vai se enrolando e o final já se sabe qual é.

 

Assim tem sido as janeiradas brasileiras, ou seja, as chuvaradas que caem no início de cada ano. Já se sabe como será o final deste período de chuvas ou seca: tragédias, prejuízos, perda de vidas inocentes, desgraças, tristeza, choro, mudanças, promessas de mudanças, liberação de recursos financeiros, campanhas e mais campanhas para arrecadação de roupas, remédios, alimentos, doações financeiras, etc. Até parece que vivemos em estado de guerra.

 

Onde o povo está nós sabemos: parte está em férias viajando por algum lugar do país e outra parte está recolhendo seus pertences, se é que tiveram tempo de retirá-los ou lutando contra as enchentes, destruições, secas e socorro. Mas onde estão os governantes municipais, estaduais e federais? Logicamente que todos merecem o seu período de férias ao lado da família e dos amigos, mas o que fizeram ao longo do ano para minimizar os estragos que a chuva e a seca farão no início de cada ano?

 

Proponho que as eleições sejam em janeiro. Por uma razão muito simples: neste período os candidatos e as candidatas aos diferentes cargos eletivos, seja no executivo ou legislativo, não poderão fazer promessas eleitoreiras ou serão lembrados/as pelas promessas feitas e não cumpridas. No dia de hoje (13/01/2012) os jornais mostraram construções de casas para abrigar os desabrigados das chuvas e desmoronamentos de janeiro de 2011 e que deveriam ter ficado prontas em meados do ano passado, mas até agora continuam em construção. Como diz Boris Casoy, “isto é uma vergonha”. Quando chegar outubro a maioria dos eleitores já não se lembrarão das desgraças de cada início de ano.

 

A reflexão bíblico-teológica nos levar a repercutir este período de tragédias. No texto de Mateus 10.16 Jesus prepara os discípulos para as situações que enfrentarão no cumprimento da missão. Entre todas as coisas que Jesus ensina no capítulo 10 de Mateus, destaca que os discípulos não devem ter uma credulidade ingênua, isto é, acreditar em que tudo o que ouvem ou nas promessas.  Jesus recomenda que seus discípulos sejam prudentes como as serpentes, mas sem perder a simplicidade de uma pomba. Em outras palavras, participem do processo político, mas não percam os referenciais éticos.

 

Este texto nos faz refletir que para a escolha dos candidatos em quem iremos votar devemos aplicar esta orientação de Jesus.  Isto significa que devemos observar bem a vida e as propostas dos/as candidatos/as, bem como percebermos quem está por detrás das propostas que os candidatos/as e partidos apresentam. Sobretudo o compromisso ético deve ser muito evidente na vida das pessoas em quem votaremos.

 

E por que não fazer isto exatamente no período das chuvas (pelo menos numa parte do país), quando fica gritante o contraste entre as propostas e as ações governamentais? Escolher pessoas como governantes do país, estados e municípios é contribuir diretamente para a construção da sociedade e das relações que se constituirão a partir dos governos que se formarem. Neste sentido, é importante recordar o profeta Isaías que falava do direito e da justiça de Deus (Isaías 65.17-25).

 

Que a solidariedade que tem caracterizado a população em períodos de tragédias se transforme em ação cidadã no período de eleições, para que não sejam eleitos ou eleitas charlatões e aproveitadores/as do povo.

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 21h09
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Ser ou não ser membro da Igreja

POR QUE SER MEMBRO DA IGREJA?

EFÉSIOS 2.1-10

 

 

Ser membro da Igreja, Corpo Vivo de Cristo, é estar integrado numa denominação cristã. Não é uma opção que o cristão faz, mas sim uma conseqüência da experiência cristã e da transformação que a graça de Deus realiza na vida da pessoa. Não dá para experimentar a Graça de Deus e continuar sendo a mesma pessoa, pois a Graça é transformadora.

 

Paulo mostra no texto em destaque que através da Igreja Deus reúne judeus e pagãos. A Igreja é construída a partir de homens e mulheres pecadores/as afastados/as de Deus e merecedores/as do juízo divino. Mas a misericórdia e a graça fazem o amor de Deus triunfar.

 

 

O “antes” - vs. 1-3

 

1. Mortos pelos pecados - v.1. O que significa dizer alheios às coisas de Deus, ausência de perspectivas de vida eterna, cegos da glória de Deus, surdos à voz de Deus, sem impulso para a espiritualidade e indiferentes para uma vida com significado e valor.

 

2. Filhos da desobediência - vs. 2-3. Nesta condição a pessoa andava conforme a inclinação da carne e pensamentos e conforme o curso da sociedade. Isto significa que quando somos guiados pelos nossos impulsos e sentimentos, temos a tendência de sermos egoístas; desta situação é que surgem as lutas, guerras, os conflitos, ciúmes, etc.

 

3. Este grupo de pessoas não busca a Igreja para nela congregar e nela vivenciar a sua experiência.

 

 

O “depois” - vs. 4-10

 

Paulo faz duas declarações importantes:

 

1. Pela graça sois salvos - vs. 4-6, 8-9. Apesar do que éramos antes de conhecer a Deus, Deus não nos deixa morrer porque é rico em misericórdia e atua baseado no amor.    Paulo deixa claro que a vida sem Deus era uma situação difícil: “éramos filhos da desobediência”. Mas o valor da salvação não está nos méritos da pessoa, mas sim na graça preciosa de Deus para conosco.

 

2. A Igreja tem uma vocação - vs.7 e 10. Paulo esclarece que tivemos a oportunidade de conhecer e experimentar o amor de Deus para conosco, mas isto não pode ser uma experiência individual apenas. Como cristãos fazemos parte da Igreja de Cristo que tem uma vocação a cumprir. Segundo o texto que estamos estudando esta vocação é mostrar a graça e a bondade de Deus (v.7) e que fomos criados para as boas obras (v.10). As boas obras são os testemunhos da graça e da bondade de Deus e atitudes de acordo com as que Jesus também teve durante seu ministério terreno (Lucas 7.20-22).

 

3. Este grupo de pessoas busca a Igreja para nela se integrar e nela desenvolver seus talentos e dons, objetivando o cumprimento da missão, além da convivência com pessoas que professam a confessionalidade e se comprometem com os valores do Reino de Deus.

 

 

O “agora”

 

1. Diante destas questões colocadas no capítulo 2 da carta aos Efésios, ser membro da Igreja é uma conseqüência da graça de Deus que atua em nós em todos os momentos da vida promovendo em nossa afetividade e emocionalidade a busca por relacionamentos e convivência que agreguem valor e nos ajudem em nosso desenvolvimento cristão.

 

2. Ser membro da Igreja é um imperativo que acompanha a experiência cristã, pois é no convívio responsável e comprometido que somos nutridos na fé, na esperança e no amor, além do que teremos sempre alguém para fazer a “mediação” entre o que sabemos e o que podemos saber sobre a vida cristã, da mesma forma que a “mediação” entre o que fazemos e o que podemos fazer à partir da realidade da nova vida em Cristo Jesus.

 

3. É por isso que sou membro da Igreja.

 

 

Bispo Josué Adam Lazier

 



Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 19h33
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Refletindo neste final de ano

Estamos construindo ou desconstruindo?   

A propósito de mais um ano que vai e outro que vem

Na parábola que o texto de Mateus 7.21-27 registra Jesus fala de dois tipos de construção: sobre a areia e sobre a rocha.

 

Aborda sobre os que constroem sobre a areia quando declara no v. 21: “Nem todo que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus”. Jesus deixa claro aos discípulos que ouvir e não compreender, ou compreender e não fazer é o mesmo que construir a vida sobre a areia.

 

Refere-se aos que constroem sobre a rocha quando declara no v. 21: “aquele que faz a vontade de meu Pai”. Jesus fala dos discípulos que ouvem, compreendem e fazem a vontade de Deus e compara-os ao homem que constrói sobre a rocha. Fazer a vontade de Deus, segundo o que registra o Sermão da Montanha (Mt 5-7) é ter o Reino de Deus como eixo de vida e a justiça como primeira prática.

 

I - Quando podemos saber que estamos construindo sobre a areia?

1.     Quando fundamentamos nossa vida em credos pessoais e idéias próprias sobre Deus sem levar em conta o que as outras pessoas que vivem conosco pensam, acreditam e sentem.  

 

2.     Quando nos achamos bons suficientes para querer barganhar com Deus achando que Ele tem que fazer aquilo que queremos, pois somos bons e não cometemos pecados terríveis.

 

3.     Quando participamos da Santa Ceia ou Eucaristia sem nos examinarmos a nós mesmos e sem fazer os acertos que são necessários, como por exemplo, perdoar e pedir perdão, praticar a solidariedade e a fraternidade e ser apoio para os que precisam.

 

4.     Quando vivenciamos uma espiritualidade estática, intimista e individualizada, sem considerar aspectos como tolerância, solidariedade, justiça e paz.

 

II - Quando podemos saber que estamos construindo sobre a rocha?

1.     Quando nossa justiça, ou seja, o cumprimento da vontade de Deus excede a dos escribas e fariseus - era uma justiça legalista e farisaica, pois fazia acepção de pessoas e seguia alguns princípios do evangelho em detrimento de outros.

 

2.     Quando amamos a Deus de todo o coração, mente e alma e praticamos este amor para com o próximo em forma de caridade, como, pois como podemos amar a Deus a quem não vemos se não amamos a nosso próximo a quem vemos? Caridade é benevolência, bondade, compaixão e beneficência. O Reino de Deus é um reino de amor, amor de fraternidade, amor de misericórdia, amor de perdão e amor de esperança.

 

3.     Quando nos conhecemos a nós mesmos, nossas imperfeições, fraquezas e procuramos, a partir da experiência religiosa e do nosso conhecimento, vivermos uma vida transformada pela mensagem universal e integradora da Cruz de Cristo.

 

4.     Quando somos tentados a cometermos injustiças, mas resistimos a tal tentação na certeza de que cairemos mais por vontade própria do que pela vontade de outros. 

 

Com esta parábola Jesus encerra seu sermão intitulado de Sermão do Monte. Havia uma clara distinção entre ouvir, ouvir e fazer, fazer. Jesus quer que seus discípulos sejam movidos pelo amor a Deus e às pessoas, e não pelo amor à lei, como fariseus e escribas. Para estes a lei vinha antes das pessoas, para os discípulos as pessoas antes da lei. Em outras palavras, construir sobre a areia é desconstruir a vida.

 

Bispo Josué Adam Lazier



Escrito por Josué Adam Lazier às 19h58
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Este eu vou celebrar

Este eu vou celebrar

 

O natal que eu gostaria de celebrar é aquele em que as pessoas são acolhidas independente da fé que professam, da tendência religiosa que vivenciam, da compreensão teológica que tenham, das doutrinas que professem, pois natal é estar com os outros que são diferentes de mim.

O natal que eu desejo celebrar é aquele em que o Evangelho de Cristo não é motivo de paranoia, de divisões, de esquizofrenias teológicas e doutrinárias, tampouco mercadoria nas mãos de mercadores da fé e exploradores da boa índole das pessoas.

O natal que eu sonho celebrar, sabendo que é um sonho utópico, é aquele em que a paz não é apenas uma palavra, mas sim um ato que nos leva ao encontro dos outros para oferecer o que temos para que os outros vivam em paz.

O natal que eu espero um dia celebrar é aquele em que possa saber que há pessoas que pensam diferente de mim, mas que não são meus adversários e não me tratam como adversário, porque ninguém tem a verdade e ninguém é insubstituível na perspectiva do Reino de Deus, para o qual Jesus nasceu com o intuito de inaugurá-lo entre homens e mulheres.

O natal que eu quero celebrar é o do contraditório, pois no contraditório está o equilíbrio e o caminho para que erremos menos e acertemos mais, como seguidores do Reino de Deus. O contraditório confronta, mas equilibra e integra. Talvez tenha sido por isso que o menino nasceu na manjedoura e não no templo ou no palácio.

O natal que eu estou pronto a celebrar é o da singeleza de coração. Alguém me acompanha?

Bispo Josué Adam Lazier

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 22h00
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Para o dia de ação de graças

Ação de Graças

Dia 24 de novembro é o dia de Ação de Graças. A gratidão, ou a ação de graças é uma das características da vivência cristã.  Ela é motivada pelo fruto da terra, compreendida como providência de Deus que abençoa o trabalho do homem e da mulher.

Entre os sacrifícios que o povo de Deus realizava no Antigo Testamento, atendendo as orientações dos sacerdotes, estava o sacrifício, ou oferta, em ação de graças pelos inumeráveis benefícios dados por Deus - Lv 7.12, especialmente o fruto da terra. A ação de graças fazia parte da vida litúrgica do povo. Os salmistas compuseram vários hinos com o tema para as celebrações - Sl 69.30; 147.7. O povo entrava no Templo cantando em ação de graças - Sl 100.4. O tema foi tão presente entre o povo que o livro de Salmos registrou este gênero de cântico e de expressão de gratidão. Os profetas ensinaram o povo a apresentar a ação de graças a Deus (Jr 33.11).

Qual o significado da gratidão? Gratidão é o reconhecimento das dádivas dadas por Deus. É também retribuição, pois ação de graças está se referindo aos atos concretos de gratidão. Gratidão significa a recordação dos atos salvíficos de Deus. Ser grato significa dizer que a pessoa é livre para aceitar as adversidades da vida, assim como receber as vitórias, pois em todos os momentos sabe que está sob o cuidado de Deus e que nada poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus - Rm 8.39.

O louvor a Deus é uma forma de expressar gratidão. Nele o cristão destaca as coisas realizadas por Deus, reconhece a Sua Graça e rende a Glória que lhe é devida. O louvor é também uma atitude, não se resumindo ao ato do culto, mas se estendendo aos diversos momentos da vida. A palavra louvor e derivadas aparecem com muita insistência nas escrituras, pois, nas palavras da carta aos Efésios, fomos criados para o “louvor da sua glória” - Ef 1.6, 12, 14. Já o salmista declarava que o louvor estaria nos seus lábios - Sl 34.1.

Outra forma concreta de expressar gratidão e louvor a Deus é pelo ato de solidariedade, ou de socorro, ou de empatia com a dor do próximo, ou de atenção e cuidado dirigidos aos outros, pois solidariedade é estar sensível às necessidades e lutas da vida, é acolher, é fortalecer, é ajudar na superação das crises e conflitos da vida.

Aliás, a melhor forma de expressar gratidão a Deus é estender a mão para o próximo e compartilhar o que somos e o que temos.

 

Bispo Josué Adam Lazier



Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 21h36
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A comunidade aprendente - um olhar da pedagogia

A COMUNIDADE APRENDENTE

Um olhar a partir da pedagogia

 

 

Olhar a comunidade aprendente a partir da pedagogia é importante, pois pode definir as práticas pedagógicas a serem desenvolvidas. Já foi o tempo em que as pessoas eram consideradas objetos no processo de ensino e aprendizagem, no entanto, algumas comunidades ainda se comportam como se fossem um armazém de objetos a serem preenchidos por líderes autoritários e pouco dialógicos.

 

Neste breve reflexão quere retomar esta temática, considerando que é urgente que os educadores/as cristãos/ãs se conscientizem sobre o seu papel de mediador/a pedagógico e não apenas de transmissores/as de conhecimento.

 

1.    Como concebemos a comunidade aprendente

As ações pedagógicas sejam do ponto de vista da gestão, da organização dos espaços, da escolha do material didático, das opções metodológicas, começam pela concepção que sem tem acerca da comunidade. Aliás, esta concepção é responsável pela forma como ela é organizada, valorizada, frequentada, etc. Ela determina a escolha dos/as professores/as, do material didático a ser utilizado, do espaço destinado às classes, além de outros aspectos que também são fundamentais.

Para motivar a reflexão nesta direção, a pergunta a seguir é singular: comunidade aprendente – um jardim ou uma lavoura? Esta pergunta aparentemente ingênua nos remete a uma reflexão mais abrangente sobre a educação levada a efeito no espaço dedicado à educação cristã. As diferenças entre um jardim e uma lavoura todos sabem.

O jardim apresenta uma variedade de flores onde cada espécie tem o seu “jeito” de enfeitar, perfumar e colorir o jardim. Por apresentar flores diferenciadas, o/a jardineiro/a também oferece um “tratamento” que é diferenciado, pois ele/a observa cada flor, a qualidade, a forma, o jeitão da flor se apresentar ao mundo, etc. Assim, ele/a não trata as flores como se fossem plantas iguais umas das outras, pelo contrário, ele/a percebe as diferenças e respeita estas diferenças. É bonito ver um jardim todo florido e bem cuidado.

Já a lavoura é diferente. A planta é a mesma. Se a pessoa olhar para a lavoura verá a mesma planta que se estende por muitos metros ou quilômetros. É bonito ver uma lavoura florescendo. No entanto, o tratamento dispensado às plantas da lavoura é o mesmo, pois se trata de uma única espécie.

Assim, pensar comunidade numa perspectiva aprendente é considerar que ela apresenta uma variedade de pessoas que se encontram para refletir sobre a vida à luz da Palavra de Deus. O/a cuidador/a da comunidade deve atuar como um/a jardineiro/a, ou seja, considerar a diversidade da vida humana e o jeitão de cada pessoa se expressar e evidenciar a sua fé em Cristo. Na perspectiva do jardim existe a diversidade de raça, de gênero, de etnia, de geração, de experiências, de aprendizagem, etc. Neste tipo de escola o/a cuidador/a observa as pessoas em suas particularidades. Esta escola tem alegria.

Se a comunidade for tratada como uma lavoura, não haverá espaço para a diversidade, pelo contrário, tudo será homogêneo, tudo será estereotipado e seguirá a mesma forma ou fôrma. Neste tipo de escola as pessoas não são sujeitos e sim objetos. Esta escola é muito triste.

Se as metáforas são simplistas, o fato é que hoje não há espaço para o simplismo, para a improvisação, para a reprodução de conhecimentos sem a vivência entre as pessoas, para educadores/as que não estejam comprometidos/as com a vida na perspectiva do Reino de Deus.

2.    O/a professor/a numa comunidade aprendente

A concepção acerca da comunidade nos leva a considerar o professor e a professora e como ele e ela são compreendidos em sua tarefa de educar para a vida na perspectiva do Reino de Deus.

A educação na perspectiva do jardim é desenvolvida por educadores/as que dão valor à vida e dignidade às pessoas que estão envolvidas no processo de ensino e aprendizagem. Assim, duas figuras ilustram a educação nesta escola. São as figuras do/a jardineiro/a e do/a agricultor/a:

 

Isso torna, na verdade, um professor mais parecido com um jardineiro, que presta uma atenção singular a cada planta de seu jardim, e não com um agricultor, que aplica um tratamento homogêneo a todo um terreno.[1]

 

O/a professor/a jardineiro/a trata seus alunos e alunas considerando a diversidade da vida humana e trata as diferenças com respeito e valorização. Nesta diversidade se inserem as questões de raça, de gênero, de etnia, etc. Este tipo de professor/a dá atenção a cada pessoa. Já o/a professor/a agricultor/a desenvolve o seu trabalho docente de forma homogênea, onde as pessoas não são percebidas na sua diversidade.

 

Na comunidade do tipo jardim o/a cuidador/a é consciente, prudente, humilde, aprendente e coerente. Que tal? Como é a comunidade? Está mais para jardim ou para lavoura?

 

Prof. Josué Adam Lazier

 



[1] STENHOUSE, L. Citado por CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São Paulo, SP: Cortez Editora, 2002, p. 115.



Escrito por Josué Adam Lazier às 18h59
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Como vai a família?

 

E A FAMÍLIA, COMO VAI?

 

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor. Porém o maior desses é o amor”

1 Coríntios13:13

 

Vivemos num tempo em que o “descartável” ganhou espaço e lugar em nossa sociedade. Muitas coisas vão se tornando descartáveis e, na esteira desta filosofia, valores e relacionamentos, entre eles o relacionamento familiar, se fragilizam. A família tem sofrido transformações para se adaptar à sociedade que também se transforma, muitas vezes por influência de uma “filosofia do descartável”. Estas mudanças se tornam prejudiciais à vida social e familiar quando princípios, valores, ética e dignidade são afetadas.

 

Neste sentido, falar da família é falar de todos nós. É falar de dilemas, de desencontros, de dificuldades, de sentimentos e afetividade. É falar também de realização, encontro, sonhos, ideais, desafios e oportunidades. A família sempre nos desafia e nos convida à responsabilidade e ao convívio com pessoas que são diferentes de nós.

 

A família é um tema sempre presente nas Sagradas Escrituras. Em cada período da história bíblica a família vivência uma determinada situação. Por exemplo: Período das tribos - A família era a base de das tribos. Tudo girava em torno da família. Os laços familiares eram muito valorizados e os filhos eram considerados herança de Deus. Não existia uma família mais pobre e outra mais rica. O clima entre as tribos era de solidariedade. Antes da posse da terra costumavam acampar no deserto em um grande círculo, de tal forma que as famílias da tribo fossem protegidas e as tribos estivessem em segurança. O povo tinha um cuidado enorme com as mulheres e os filhos.

 

Podemos dizer que o amor é a única lei universal da família. Amor é uma palavra que tem muitos significados e que diz muitas coisas.

 

Há diferença entre gostar e amar. Estas duas palavras “não são sinônimas. Nem na gramática, nem na psicologia, nem vida” (MOHANA, 1994a, p. 168). Mohana, um terapeuta familiar, dá a seguinte definição para gostar e amar: “gostar é uma sensação em que o Eu se antepõe ao Tu. Amar é um sentimento em que o Eu se pospõe ao Tu” (MOHANA, 1994a, p. 168). Portanto, o gostar não admite renúncia e sacrifício, conforme I Coríntios 13, que atribui ao amor a renúncia, a doação, o sacrifício, etc.

 

O amor é mais que um sentimento que muitos esperam durar a vida inteira como sentimento apenas. O amor para ser duradouro exige das pessoas uma decisão. Para muitos o amor acabou porque não houve a decisão de amar.  Segundo Mohana, está no coração do homem e da mulher essa capacidade de decidir amar e de recusar o amor (MOHANA, 1994b, p. 87).

 

Portanto, o amor é também uma decisão. Muitos casamentos alcançarão o equilíbrio e o companheirismo quando os cônjuges decidirem que vão se amar. Muitas famílias conviverão melhor com seus problemas e desafios quando os membros da família decidirem que vão se amar, sobretudo amar os que são diferentes.

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

MOHANA, João. Ajustamento Conjugal. São Paulo, SP: Edições Loyola, 1994a.

 

MOHANA, João. Não basta amar para ser feliz no casamento. São Paulo, SP: Edições Loyola, 1994b.


 



Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 18h24
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