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QUE O ESPINHEIRO SEJA ANÁTEMA
QUE O ESPINHEIRO SEJA ANÁTEMA  A fábula de Jotão (Juízes 9.7-15) denuncia as ações de um dos filhos de Gideão que se utilizou de expedientes reprováveis para assumir a liderança do povo e, para isto, contou com a omissão das lideranças das famílias naquela época. O filho mais novo do juiz morto, que havia conseguido livrar-se das loucuras do irmão mais velho, Abimeleque, começou a contar a fábula das árvores para advertir o povo sobre as propostas de governo de seu irmão. Jotão comparou-as aos frutos do espinheiro, que não produz nada além dos espinhos, ao contrário das outras árvores da fábula, a oliveira, a figueira e a videira que produzem bons frutos. Ao me aproximar da fábula ou parábola contada por Jotão, me vem à mente os movimentos que se fazem presentes na sociedade, sejam em ambientes políticos, religiosos, econômicos, sociais, civis, etc, que se apresentam como “salvadores da pátria”, mas que não evidenciam os frutos que devem acompanhar uma proposta humanista, cidadã, fraterna, solidária e que constrói a dignidade da vida.  Mesmo as Igrejas Cristãs que proclamam seus dogmas e suas verdades absolutizadas por líderes dominadores, não estão imunes de apresentarem o espinheiro como projeto a ser seguido por todos. Considero que a Igreja hoje vivencia um distanciamento dos verdadeiros valores apresentados por Cristo, o que conclama todos nós a revermos nossas motivações e nosso ideário cristão.  Diante disto, está claro para mim que a opção da Igreja, para todas as suas áreas de missão, é pela proposta da oliveira, da figueira e da videira, ou seja, pelos frutos da cidadania, da solidariedade, da tolerância, da vivência de paz, da convivência de amor, da fraternidade, da dialogicidade, do companheirismo e da sinalização do Reino de Deus, combatendo assim os projetos do espinheiro que estão presentes em nossa sociedade e que seduzem a Igreja, seja na área educacional ou em qualquer outra da vida ou da missão. Não há lugar para o espinheiro entre nós. Que ele seja anátema, pois ele apresenta uma Igreja sem “alma”, sem “braços”, sem “coração”, sem “misericórdia”, sem “caridade”. Bispo Josué Adam Lazier
Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 15h33
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Pastorado por vocação ou pro-vocação
PASTORADO POR VOCAÇÃO OU “PRO-VOCAÇÃO” A propósito do Dia do/a pastor/a na Igreja Metodista Os metodistas ainda celebram o Dia do/a Pastor/a. A celebração do se dá no segundo domingo de Abril. É um dia, portanto, de “homenagens”. Muitas homenagens são sinceras, outras honestas, algumas dissimuladas, outras para fazer constar, muitas para fazer de conta que o pastor ou a pastora são de fato “homenageados”. Tenho pensado nestas “homenagens”. Já tive a oportunidade de escrever em outros momentos o que eu espero receber neste dia, como pastor e bispo honorário da Igreja Metodista. Não vou repetir, embora a repetição seja pedagógica e muitos que não leram quando a publiquei poderiam ler agora.  Deixa para lá. Quero pensar na “homenagem” que pode ser uma grande armadilha, se não das ovelhas que pastoreadas honestamente manifestam seus sentimentos, com certeza da denominação que “cria”, ou “institui” , ou “determina”, ou coloca algumas armadilhas no caminho do pastorado. A questão que me problematiza nesta semana de homenagens pelo Dia do/a Pastor/a é se o pastorado é por vocação ou “pro-vocação”. Por vocação está implícito o carisma que acompanha o pastorado. A palavra vocação tem origem no verbo grego Kaléo, que tem o sentido de “chamar”, “reclamar para si”, e “comissionamento”, portanto vocação significa “chamada”, “convocação”, ou, de forma mais literal, “sair de si mesmo para servir aquele que chamou”. As cartas paulinas empregam a palavra kaléo 29 vezes, klésis 8 vezes e klétos 7 vezes, quase sempre com o sentido de vocação divina.[i] O pastorado exercido por vocação é o da doação, do estar junto, da convivência, do acompanhamento, do sofrimento com os que sofrem, da alegria com os que alegram, do luto com os que perdem entes queridos, da dor com que sentem dores, do choro com os que choram, da celebração com os que celebram, etc. É o pastorado cujo modelo, no sentido de referencial, é o ministério de Jesus Cristo e sua pedagogia, sua ação pastoral voltada para as características das diferentes pessoas que o acompanhavam e a sua atitude libertadora e humanizadora da vida. Já o pastorado por “pro-vocação” é o oposto. É o pastorado dos resultados, dos índices de crescimento, dos índices de arrecadação financeira, dos índices de pessoas que frequentam cultos e reuniões sem sentido e sem significado, a não ser fazer constar num papel que um grupo de pessoas esteve junto para sabe lá o que fazer...  É o pastorado distante das pessoas, frio, calculista, mercantil, medido pelo status, pela conquista, pela visibilidade e pelos holofotes. É o pastorado da concorrência, da corrida desenfreada onde a ética, o escrúpulo e a decência já não encontram guarida, quanto mais os valores do Evangelho de Cristo, cuja morte tem sido representada em diversos lugares, mas em nenhum deles se ressalta os valores da vida e da morte do Cristo, tais como justiça, dignidade, fraternidade, solidariedade, ecumenicidade, libertação e conscientização. É claro. É questão de opção. Muitos não têm outra opção a não ser exercer o pastorado da “pro-vocação”, para subsistência e sustento da família. Não julgo ou condeno os que fazem esta opção. Eu apenas lamento e muito. Eu ainda opto pelo pastorado por vocação e, neste sentido, resisto aos poderosos que apresentam uma proposta de pastorado que não encontra referência nos documentos dos profetas e dos apóstolos (me refiro aos profetas e apóstolos da Bíblia e não aos charlatões de hoje). Josué Adam Lazier Pastor, bispo honorário, professor
Categoria: Pastorais
Escrito por Josué Adam Lazier às 18h00
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Aula Inaugural na Escola Dominical
AULA INAUGURAL DA ESCOLA DOMINICAL Lucas 24.13-35 Alguém já disse que o texto da Caminhada para Emaús (Lucas 24.13-35) é a primeira aula da Escola Dominical. Poderíamos, parafraseando o autor da afirmação, dizer que o texto em questão é a Aula Inaugural da Escola Dominical. É uma aula diferente, pois acontece durante uma caminhada. Tem dois alunos e um professor. Não tem quadro de giz, nem material didático. São três pessoas que caminham em direção à aldeia de Emaús. Podemos dizer que, considerando os comentários feitos por dois dos caminhantes, havia muitas pessoas que pensavam como eles e que tinham o mesmo sentimento de tristeza e decepção que evidenciavam. Esta aula inaugural é cheia de ações pedagógicas do estrangeiro que se aproxima dos caminhantes e que mais tarde vai ser reconhecido como o Cristo Ressurreto. Estas ações são singulares e referenciais para os/as educadores/as que atuam na Escola Dominical. A leitura do texto bíblico nos leva aos apontamentos a seguir: 1. Aproximar-se dos/as alunos/as e ouvir suas histórias de vida. Esta é a primeira ação pedagógica no contexto de uma educação que busca educar para a vida tendo o Reino de Deus como referência. Não se trata de expor conhecimentos à distância geograficamente ou relacionalmente falando, mas, pelo contrário, trata-se de educar estando junto, andando no caminho, enfrentando as lutas que se apresentam; 2. Perguntar e dialogar sobre as questões da vida e sobre as coisas que estão inquietando as pessoas da classe da Escola Dominical, pois elas não são apenas cognitivas, mas são seres humanos integrais, com pensamentos, sentimentos, emotividade, relacionamentos, lutas, sonhos, ideais, decepções, problemas, dúvidas, ansiedades, medo, etc; 3. Confrontar o conhecimento que os/as alunos/as têm com o entendimento e a prática que revelam e que se relacionam ao conhecimento que têm, pois não basta ter as informações ou conhecimento se ele não alcança as pessoas na vivência diária. 4. Explicar a partir de onde as pessoas da Escola Dominical se localizam e reler os textos bíblicos já lidos e conhecidos, pois a releitura sempre apresenta uma novidade, considerando que as pessoas nunca são as mesmas, mas estão em processo de transformação. A explicação, ou facilitação para a compreensão, acontece na interação, integração e diálogo entre as pessoas; 5. Entrar no contexto de vida dos/as alunos/as. Estar com eles/as no ambiente onde vivem. A casa, o lar, é o lugar ideal para aprofundar o relacionamento entre professores/as e alunos/as e possibilitar que todos/as se conheçam; 6. Utilizar símbolos e ressaltar os significados; 7. Dar espaço e oportunidade para que os/as alunos da Escola Dominical tomem decisões e atitudes espontâneas, autônomas e emancipadas, sem a dependência do/a professor/a. Estas ações foram desenvolvidas pelo forasteiro que acompanhou os dois caminhantes que iam para Emaús. Eles não identificaram ao longo da caminhada quem era o forasteiro, embora o coração ardesse ante suas palavras. O Cristo Ressurreto foi identificado pelos discípulos com o gesto de partir o pão e dar graças. Um gesto sinalizador, uma atitude pedagógica, uma ação tão singela que fez com que os olhos dos caminhantes se abrissem e reconhecessem a Jesus. O tema principal desta aula inaugural é a convivência no caminho cujo ápice se dá no partilhar da palavra e no partir do pão, ações pedagógicas simples, amplas, inclusivas, solidárias, promotoras da justiça e da cultura de paz, sinais do Reino de Deus. Bispo Josué Adam Lazier
Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 20h04
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São tantos os encontros - vale a pena refletir de novo
SÃO TANTOS OS ENCONTROS... São tantos os encontros, que chego a ficar “tonto” para discernir em qual dos encontros devo participar. Na dúvida, acabo não participando de encontro nenhum. Não quero ir a mais um encontro, mas quero ir ao encontro das pessoas para a convivência e para o diálogo, mas, ao contrário disto, os encontros não possibilitam o diálogo e a convivência, pois são encontros “enlatados”, encomendados, estereotipados, importados, intimidadores e pouco instrutivos. Há encontros para casais, para solteiros, para descasados, para quem não quer casar, para homens, mulheres, jovens, juvenis, crianças, carismáticos, progressistas, acadêmicos, teológicos, para pastores, pastoras, para bispos, para presidentes de igrejas, para líderes, para quem quer ser líder, para quem não quer ser líder, para pregadores, evangelistas, missionários, biblistas, pastoralistas, professores, para quem ser professor, enfim, uma infinidade de encontros. São tantos os encontros que eu acabo não me encontrando em nenhum. Vou propor o “meu” encontro: encontro nacional dos que têm igreja, mas não vão à igreja... Isto mesmo, um encontro para quem é da igreja, mas não vai à igreja. Parece estranho, mas não é. Trata-se de um encontro atual, aliás, atualíssimo, pois é grande o número de pessoas da igreja que não vão à igreja por várias razões. Vou arriscar apresentar algumas: 1. O culto virou espaço ou picadeiro de alguns cantores, músicos e artistas do púlpito que fazem apresentações em vez de proclamação da Palavra de Deus; 2. O tema mais debatido é financeiro, porque são tantas as contas para pagar, a manutenção para fazer, os aparelhos para comprar, que os recursos são poucos para tantas despesas; 3. As reflexões são enlatadas, copiadas, mal apresentadas, sem início, meio e fim e pouco contextualizadas. Em outras palavras, a verborragia dos púlpitos não dizem nada; 4. A igreja não se insere na realidade e, ilhada, não enxerga além dos portais dos templos. Esta estagnação e alienação incomodam muito, pois a igreja ainda é a luz do mundo e o sal da terra, ou não? (Sei que nem todas as igrejas têm o perfil que eu descrevi. Há muitas e boas exceções nestas regras. O difícil é localizá-las, mas elas existem). No meu encontro o tema principal é a convivência. Para isto as pessoas vão conversar umas com as outras. Vão contar suas histórias de vida, suas compreensões sobre a vida e as experiências relacionadas ao testemunho e vivências cristãs. Neste meu encontro o objetivo será a motivação para que todos se insiram na sociedade a atuem como agentes de transformação, tendo o Reino de Deus e a sua justiça como principal referencial. Os palestrantes não serão convidados pelo titulo que ostentam, pelas publicações que têm ou pela fama que adquiriram. Vou convidar os anônimos que incansavelmente fazem as coisas acontecerem na igreja. Vou convidar os símplices, pois eles têm o dom de Deus para profetizar os oráculos do Senhor. São tantos os encontros que nem posso falar em encontro com Deus que, de tantos que existem por aí, dá até receio de estar copiando as ideias dos outros, os métodos dos outros e as esquisitices dos outros, sem reflexão e contextualização, apenas para seguir a onda dos encontros com Deus. Para não cair nesta armadilha prefiro falar apenas de encontro e diálogo, do estar com os outros, das conversas informais, mas instrutivas, dos momentos de comunhão e convivência, como os que Jesus teve com seus discípulos enquanto atendia as necessidades das multidões e dava orientações práticas para o viver diário de seus seguidores. Bom, bons encontros. Bispo Josué Adam Lazier
Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 20h01
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É belo servir ao próximo É BELO SERVIR AO PRÓXIMO
Vivemos numa sociedade onde as coisas são avaliadas pelos resultados, pelos índices de popularidade, pelo poder de compra e aquisição, pelo ter, pelo possuir, onde o princípio do serviço na perspectiva do Evangelho de Cristo é algo ultrapassado. Vivemos numa sociedade onde se busca levar vantagem em tudo e ter sucesso a qualquer preço, onde o espírito do serviço é relegado para os considerados “fracos” e “débeis”. Vivemos numa sociedade que se caracteriza em criar estereótipos e modelos que identificam “vencedores” e ridicularizam “vencidos”. Vivemos numa sociedade que influencia os diferentes segmentos, inclusive a própria Igreja de Cristo, em suas diferentes cores denominacionais, que tem perdido a perspectiva da sua missão em ser sal da terra e luz do mundo. Aliás, isto não é novo, na sociedade do primeiro século da Era Cristã, os movimentos de exaltação do ser humano como semideus estava presente e criava slogans e doutrinas acerca da individualidade humana, ou do servir-se do outro ou do que é de outrem. No entanto, mesmo que pareça romantismo, extraímos do texto bíblico que servir ao próximo é algo belo, bom, bonito, agradável, vantajoso, melhor do que qualquer outra coisa. Estes são os significados da palavra grega kalós que aparece, entre outros textos, em I Pedro 4.10. Neste versículo que saiu da pena do apóstolo Pedro aparece além da palavra kalós, os termos que se traduzem por dom, serviço e mordomo, respectivamente xárisma, diakonia e oikonómoi. São quatro palavras em apenas um verso, mas que dizem muito acerca do serviço, ou do ministério, ou mesmo da vocação, porque todos foram vocacionados por Deus para viver a vida de forma digna e servir uns aos outros em todo o tempo. A recomendação do apóstolo Pedro é para que todos façam isto a partir do dom que receberam e o façam como bons despenseiros de Deus. Em outras palavras, ele está propondo um princípio norteador que afete as relações humanas, sejam em que contexto for, pois o importante é servir e servir é bom. A palavra grega kalós tem a sua origem no verbo kaléo, que por sua vez indica o ato de chamar, de nomear alguém para uma função ou convocar para uma determinada missão. O termo grego kléseos, traduzido costumeiramente por vocação, também tem sua origem no verbo kaléo. Em outras palavras, o que está sendo dito é que a vocação é bela, é bonita, é prazerosa, é vantajosa, sobretudo porque ela se dá no contexto ou na missão de servir aos outros. O apóstolo Pedro, em sua experiência de vida e ministério, sabiamente recomendou aos líderes que exercessem o dom que receberam não constrangendo as pessoas, tampouco com ganância, soberba e dominação. Ele chega a utilizar a palavra “sórdida” (I Pedro 5.1) para se referir a estas atitudes reprováveis e inaceitáveis na vida de um líder. Exercer qualquer tipo de liderança com estes adjetivos é perder completamente a perspectiva divina da beleza do serviço voltado para o bem dos outros.  Ah! Temos tanto a aprender sobre isto. Seria mais fácil para os líderes exercerem suas responsabilidades se adotassem este princípio da beleza do serviço e se dedicassem para promover o bem de seus liderados. Seria mais fácil para os sacerdotes cumprirem com seus ministérios se perceberem suas ovelhas como seres humanos para os quais podem oferecer a “gratuidade” do carisma que receberam de Deus. Seria mais fácil para governantes cumprirem, ao menos uma parte, de tudo aquilo que prometem e juram fazer ao assumirem os seus cargos. Seria mais fácil para os líderes revolucionários motivarem as pessoas a lutar pelos seus direitos se houvesse mais alegria e prazer naquilo que se faz.  Como afirmou Hugo Assmann, “precisamos recuperar o saboreamento da graça naquilo que fazemos. Revolucionários tristes só podem fazer tristes revoluções”. A sociedade precisa da graça, da beleza, da alegria do ato de servir uns aos outros. Este é um caminho de libertação e transformação. Bispo Josué Adam Lazier ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996. GINGRICH, F. Wilbur. Léxico do Novo Testamento: grego – português. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1984. RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1985.
Categoria: Tu, porém
Escrito por Josué Adam Lazier às 22h47
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A propósito do abaixo assinado sobre o BBB12 A propósito do abaixo assinado sobre o BBB12 Ainda não assinei o “abaixo assinado” que está sendo divulgado pelos canais de comunicação vinculados à internet. Mas fico me perguntando sobre o que está incomodando mais os telespectadores da Rede Globo e do BBB12, além das suas novelas, dos seus seriados, dos seus noticiários, etc. É o entretenimento oferecido pela referida rede de televisão e sua opção de fazer sensacionalismo ou o possível estupro acontecido num destes dias de BBB12? Ou seria porque tal acontecimento feriu a “hipocrisia” que se faz presente na sociedade brasileira e nos movimentos religiosos que sacralizam o profano e profanam o sagrado? Ou seria o espetáculo da intimidade das pessoas representadas pelos participantes do BBB12? Porque, para mim, enquanto cidadão brasileiro, pai de família, trabalhador, cristão comprometido com o Reino de Deus, procurando viver de uma forma digna e promotora de transformações sociais, os “estupros” mostrados diariamente nos diferentes programas da referida rede de televisão ou mesmo de outras, também incomodam, mas muito mais os “estupros” reais, aqueles que não são midiáticos e destroem a vida de milhares de brasileiros todos os dias. “Estupros” provocados por maridos violentos e que encontram a guarida de amigos e de conselheiros religiosos que os protegem. “Estupros” provocados por pais que não dão a devida atenção a seus filhos e os deixam à mercê das drogas, da prostituição travestida de modernidade, da televisão que cria padrões e modelos que não dignificam a vida. “Estupros” dos desvios de recursos públicos destinados para a população mais empobrecida e que entram para o patrimônio dos aproveitadores de plantão. O que me incomoda muito são os “estupros” causados pelas enchentes todos os anos e as destruições que elas provocam nas diferentes famílias que são violentamente agredidas em sua dignidade humana e passam a viver dependendo das “esmolas” que os governantes oferecem e que, costumeiramente e sorrateiramente, não chegam aos mais necessitados. O que me incomoda também é a sonolência em que nos encontramos enquanto cidadãos que ficam à mercê da mídia sensacionalista que enverniza a maldade, a impunidade, a corrupção e as injustiças que são praticadas diuturnamente em nosso país. Onde estão os moralistas, os fariseus, os religiosos dos templos e das catedrais, que não enxergam um palmo além do seu nariz e não vêm os desmandos que agridem a população, sobretudo a empobrecida. Onde estão os criadores de “abaixo assinado” para pedir, implorar, solicitar, requerer, buscar, solicitar, advogar, junto ao ministério público para que toda e qualquer injustiça seja debelada da nossa sociedade de uma vez por todas e não apenas uma ou outra programação que fira a suscetibilidade de um grupo de pessoas. Acredito que a justiça, o bem social e a dignidade humana podem ser construídas, não com “farisaísmos”, e sim com ações transformadoras e cidadãs. Vamos fazer “abaixo assinado” para que o BBB12 saia do ar, mas façamos também “abaixo assinado” para que aqueles que têm olhos enxerguem as casas destruídas das enchentes do ano passado e deste ano e vejam o rio de dinheiro público que está indo pelo ralo por conta de uma Copa do Mundo; para aqueles que têm ouvido ouçam a dor da mãe que foi agredida pelo marido, o choro da criança que foi abandonada pela família ou agredida e o pacotinho de drogas sendo rasgado para consumo por parte dos adolescentes; para que os que têm sensibilidade humana solidarizem-se com a fragilidade humana e para que aqueles que se acham desesperançados sejam alcançados pela benfazeja justiça social. Logicamente que há muitos que lutam pelos direitos em diferentes setores da sociedade, mas estes ganham poucos espaços nas diferentes mídias, pois os holofotes estão voltados para as celebridades artísticas, esportivas, políticas, religiosas, econômicas e empresariais. Vamos nos juntar a estes heróis que lutam diariamente para preservar a dignidade da vida e assinar na história de libertação e transformação os nossos nomes? Josué Adam Lazier
Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 13h12
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Tributo ao prof. Elias Boaventura
TRIBUTO AO PROF. ELIAS BOAVENTURA Falecido no dia 07 de janeiro de 2012
Prof. Elias, já foram ditas muitas palavras elogiosas e merecidas a teu respeito nesta primeira semana após a tua partida. Quero também deixar algumas palavras registradas, embora reconheça que elas não são suficientes para descrever tudo que gostaríamos de expressar. Tive a oportunidade de conviver com você nestes últimos cinco anos, após a minha retirada do episcopado ativo da Igreja Metodista e designação para a Coordenação da Pastoral Escolar e Universitária da Universidade Metodista de Piracicaba/UNIMEP. Pude conversar contigo longas horas e variados assuntos, sendo que o principal foi a relação entre a Mantenedora e a Universidade. Pude acompanhá-lo nos momentos críticos que você passou face ao quadro de saúde que vivenciou nestes últimos anos. Procurei estar ao teu lado e ouvi-lo, estimular a tua reflexão e aguçar a tua luta e, ao fazer isto, fui também me nutrindo para continuar acreditando na justiça do Reino de Deus. Quando cheguei à UNIMEP em janeiro de 2007 estava “ferido” pelas agruras dos movimentos políticos da Igreja Metodista. Você foi um dos primeiros, e provavelmente o mais sensível, a olhar para a pessoa do Josué, bem como para as pessoas da minha família. E nesta relação, onde eu oferecia informalmente o “pastoreio”, recebi da tua parte o “cuidado” de um professor e de um pastor. Lembro que algumas das nossas conversas eram curtas e algumas inclusive silenciosas. As palavras não eram necessárias, pois aprendi a conhecer o que você estava pensando e você também aprendeu a “ler” as minhas inquietações. Aprendi muito ao longo destes cinco anos de convivência. Acredito que nutrimos o respeito um pelo outro, sem perdermos a criticidade que caracteriza as pessoas autônomas. Você foi o tipo de pessoa que não é difícil amar, pelo contrário, foi muito fácil amá-lo. Você conseguia ser crítico, mas com ternura. Você foi capaz de ver e de acreditar nas pessoas, mesmo quando elas demonstravam muita fragilidade. Na verdade, há pessoas que somente você conseguiu “perceber” como pessoas com força de transformação. E isto é muito importante no processo de ensino e aprendizagem, bem como na missão do cuidado pastoral. Você sempre amou a vida e lutou para a ela fosse plena e digna para todas as pessoas. Você lutou muito, especialmente nos últimos anos, e fez isto até o último suspiro. Você sabia que faria falta e que tinha ainda muito a fazer. Mas, para o nosso choro e lamento, chegou a hora da tua partida e ela foi dolorosa para os que aprenderam a te amar. Os frutos do teu trabalho estão registrados em muitas pessoas que você literalmente “abençoou” com a tua atenção, o teu cuidado e as tuas sugestões para a vida, pois você não dava conselhos, apenas comentava as possibilidades que a vida oferece e provocava a reflexão e a ação. Você forjou uma Universidade voltada para a vida. Acreditava que a educação poderia ajudar na transformação do homem, da mulher e da sociedade. Mas esta educação transformadora precisava sair dos muros da Universidade e não ficar alojada comodamente na sala de aula. E você fez isto, levou a Universidade para os limites da vida. Você, na relação com a Mantenedora da Universidade, e Igreja que optou por contribuir como membro professo, não conseguiu ser compreendido, institucionalmente falando. Você foi como um dos filhos da parábola dos dois filhos (Mateus 21.28-30). O primeiro filho disse sim ao pai e não fez o que o ele pediu. O segundo filho disse não e depois foi e fez o que o pai pediu. Não tenho dúvidas em afirmar que você foi este tipo de pessoa, ou membro da igreja, que parece dizer não, mas faz aquilo que lhe pedem. Logicamente que você foi crítico, questionador, profeta ao anunciar e denunciar. Sua autonomia incomodava alguns poderosos da Mantenedora. Mas você foi o filho que disse não, mas sempre atendeu ao chamado do pai. Contraditoriamente, a Mantenedora, em alguns momentos da história, parece apreciar mais o primeiro filho, o que diz sim, mas que não faz ou faz o que não devia. Prof. Elias, estamos em paz. Os “oráculos” que você proclamava continuarão repercutindo entre nós. Vamos continuar cuidando da Peminu, como você carinhosamente se referiu à UNIMEP. A tua ausência nos unirá mais, pois precisaremos estar juntos para continuarmos lutando para que a vida seja digna e justa e para que a educação seja promotora do bem social e não se transforme em produto mercadológico. Josué Adam Lazier Bispo honorário da Igreja Metodista Orientando do prof. Elias no Programa de Mestrado e Doutorado em Educação Coordenador de Extensão e Assuntos Comunitário da Universidade Metodista de Piracicaba Professor na Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo 14 de janeiro de 2012.
Escrito por Josué Adam Lazier às 12h40
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Que as eleições sejam em janeiro
QUE AS ELEIÇÕES SEJAM EM JANEIRO Repercutindo as tragédias dos meses de janeiro
Todo ano é a mesma coisa. Celebra-se o natal, comemora-se o novo ano que se inicia, e as chuvas fazem estragos numa parte do Brasil enquanto em outra a seca provoca tragédias. É o contraditório da vida. Até parece uma novela que vai se enrolando e o final já se sabe qual é. Assim tem sido as janeiradas brasileiras, ou seja, as chuvaradas que caem no início de cada ano. Já se sabe como será o final deste período de chuvas ou seca: tragédias, prejuízos, perda de vidas inocentes, desgraças, tristeza, choro, mudanças, promessas de mudanças, liberação de recursos financeiros, campanhas e mais campanhas para arrecadação de roupas, remédios, alimentos, doações financeiras, etc. Até parece que vivemos em estado de guerra. Onde o povo está nós sabemos: parte está em férias viajando por algum lugar do país e outra parte está recolhendo seus pertences, se é que tiveram tempo de retirá-los ou lutando contra as enchentes, destruições, secas e socorro. Mas onde estão os governantes municipais, estaduais e federais? Logicamente que todos merecem o seu período de férias ao lado da família e dos amigos, mas o que fizeram ao longo do ano para minimizar os estragos que a chuva e a seca farão no início de cada ano? Proponho que as eleições sejam em janeiro. Por uma razão muito simples: neste período os candidatos e as candidatas aos diferentes cargos eletivos, seja no executivo ou legislativo, não poderão fazer promessas eleitoreiras ou serão lembrados/as pelas promessas feitas e não cumpridas. No dia de hoje (13/01/2012) os jornais mostraram construções de casas para abrigar os desabrigados das chuvas e desmoronamentos de janeiro de 2011 e que deveriam ter ficado prontas em meados do ano passado, mas até agora continuam em construção. Como diz Boris Casoy, “isto é uma vergonha”. Quando chegar outubro a maioria dos eleitores já não se lembrarão das desgraças de cada início de ano. A reflexão bíblico-teológica nos levar a repercutir este período de tragédias. No texto de Mateus 10.16 Jesus prepara os discípulos para as situações que enfrentarão no cumprimento da missão. Entre todas as coisas que Jesus ensina no capítulo 10 de Mateus, destaca que os discípulos não devem ter uma credulidade ingênua, isto é, acreditar em que tudo o que ouvem ou nas promessas. Jesus recomenda que seus discípulos sejam prudentes como as serpentes, mas sem perder a simplicidade de uma pomba. Em outras palavras, participem do processo político, mas não percam os referenciais éticos. Este texto nos faz refletir que para a escolha dos candidatos em quem iremos votar devemos aplicar esta orientação de Jesus. Isto significa que devemos observar bem a vida e as propostas dos/as candidatos/as, bem como percebermos quem está por detrás das propostas que os candidatos/as e partidos apresentam. Sobretudo o compromisso ético deve ser muito evidente na vida das pessoas em quem votaremos. E por que não fazer isto exatamente no período das chuvas (pelo menos numa parte do país), quando fica gritante o contraste entre as propostas e as ações governamentais? Escolher pessoas como governantes do país, estados e municípios é contribuir diretamente para a construção da sociedade e das relações que se constituirão a partir dos governos que se formarem. Neste sentido, é importante recordar o profeta Isaías que falava do direito e da justiça de Deus (Isaías 65.17-25). Que a solidariedade que tem caracterizado a população em períodos de tragédias se transforme em ação cidadã no período de eleições, para que não sejam eleitos ou eleitas charlatões e aproveitadores/as do povo. Bispo Josué Adam Lazier
Escrito por Josué Adam Lazier às 21h09
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Ser ou não ser membro da Igreja
POR QUE SER MEMBRO DA IGREJA? EFÉSIOS 2.1-10 Ser membro da Igreja, Corpo Vivo de Cristo, é estar integrado numa denominação cristã. Não é uma opção que o cristão faz, mas sim uma conseqüência da experiência cristã e da transformação que a graça de Deus realiza na vida da pessoa. Não dá para experimentar a Graça de Deus e continuar sendo a mesma pessoa, pois a Graça é transformadora. Paulo mostra no texto em destaque que através da Igreja Deus reúne judeus e pagãos. A Igreja é construída a partir de homens e mulheres pecadores/as afastados/as de Deus e merecedores/as do juízo divino. Mas a misericórdia e a graça fazem o amor de Deus triunfar. O “antes” - vs. 1-3 1. Mortos pelos pecados - v.1. O que significa dizer alheios às coisas de Deus, ausência de perspectivas de vida eterna, cegos da glória de Deus, surdos à voz de Deus, sem impulso para a espiritualidade e indiferentes para uma vida com significado e valor. 2. Filhos da desobediência - vs. 2-3. Nesta condição a pessoa andava conforme a inclinação da carne e pensamentos e conforme o curso da sociedade. Isto significa que quando somos guiados pelos nossos impulsos e sentimentos, temos a tendência de sermos egoístas; desta situação é que surgem as lutas, guerras, os conflitos, ciúmes, etc. 3. Este grupo de pessoas não busca a Igreja para nela congregar e nela vivenciar a sua experiência. O “depois” - vs. 4-10 Paulo faz duas declarações importantes: 1. Pela graça sois salvos - vs. 4-6, 8-9. Apesar do que éramos antes de conhecer a Deus, Deus não nos deixa morrer porque é rico em misericórdia e atua baseado no amor. Paulo deixa claro que a vida sem Deus era uma situação difícil: “éramos filhos da desobediência”. Mas o valor da salvação não está nos méritos da pessoa, mas sim na graça preciosa de Deus para conosco. 2. A Igreja tem uma vocação - vs.7 e 10. Paulo esclarece que tivemos a oportunidade de conhecer e experimentar o amor de Deus para conosco, mas isto não pode ser uma experiência individual apenas. Como cristãos fazemos parte da Igreja de Cristo que tem uma vocação a cumprir. Segundo o texto que estamos estudando esta vocação é mostrar a graça e a bondade de Deus (v.7) e que fomos criados para as boas obras (v.10). As boas obras são os testemunhos da graça e da bondade de Deus e atitudes de acordo com as que Jesus também teve durante seu ministério terreno (Lucas 7.20-22). 3. Este grupo de pessoas busca a Igreja para nela se integrar e nela desenvolver seus talentos e dons, objetivando o cumprimento da missão, além da convivência com pessoas que professam a confessionalidade e se comprometem com os valores do Reino de Deus. O “agora” 1. Diante destas questões colocadas no capítulo 2 da carta aos Efésios, ser membro da Igreja é uma conseqüência da graça de Deus que atua em nós em todos os momentos da vida promovendo em nossa afetividade e emocionalidade a busca por relacionamentos e convivência que agreguem valor e nos ajudem em nosso desenvolvimento cristão. 2. Ser membro da Igreja é um imperativo que acompanha a experiência cristã, pois é no convívio responsável e comprometido que somos nutridos na fé, na esperança e no amor, além do que teremos sempre alguém para fazer a “mediação” entre o que sabemos e o que podemos saber sobre a vida cristã, da mesma forma que a “mediação” entre o que fazemos e o que podemos fazer à partir da realidade da nova vida em Cristo Jesus. 3. É por isso que sou membro da Igreja. Bispo Josué Adam Lazier
Categoria: Reflexões
Escrito por Josué Adam Lazier às 19h33
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Refletindo neste final de ano
Estamos construindo ou desconstruindo? A propósito de mais um ano que vai e outro que vem Na parábola que o texto de Mateus 7.21-27 registra Jesus fala de dois tipos de construção: sobre a areia e sobre a rocha. Aborda sobre os que constroem sobre a areia quando declara no v. 21: “Nem todo que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus”. Jesus deixa claro aos discípulos que ouvir e não compreender, ou compreender e não fazer é o mesmo que construir a vida sobre a areia. Refere-se aos que constroem sobre a rocha quando declara no v. 21: “aquele que faz a vontade de meu Pai”. Jesus fala dos discípulos que ouvem, compreendem e fazem a vontade de Deus e compara-os ao homem que constrói sobre a rocha. Fazer a vontade de Deus, segundo o que registra o Sermão da Montanha (Mt 5-7) é ter o Reino de Deus como eixo de vida e a justiça como primeira prática.  I - Quando podemos saber que estamos construindo sobre a areia? 1. Quando fundamentamos nossa vida em credos pessoais e idéias próprias sobre Deus sem levar em conta o que as outras pessoas que vivem conosco pensam, acreditam e sentem. 2. Quando nos achamos bons suficientes para querer barganhar com Deus achando que Ele tem que fazer aquilo que queremos, pois somos bons e não cometemos pecados terríveis. 3. Quando participamos da Santa Ceia ou Eucaristia sem nos examinarmos a nós mesmos e sem fazer os acertos que são necessários, como por exemplo, perdoar e pedir perdão, praticar a solidariedade e a fraternidade e ser apoio para os que precisam. 4. Quando vivenciamos uma espiritualidade estática, intimista e individualizada, sem considerar aspectos como tolerância, solidariedade, justiça e paz. II - Quando podemos saber que estamos construindo sobre a rocha? 1. Quando nossa justiça, ou seja, o cumprimento da vontade de Deus excede a dos escribas e fariseus - era uma justiça legalista e farisaica, pois fazia acepção de pessoas e seguia alguns princípios do evangelho em detrimento de outros. 2. Quando amamos a Deus de todo o coração, mente e alma e praticamos este amor para com o próximo em forma de caridade, como, pois como podemos amar a Deus a quem não vemos se não amamos a nosso próximo a quem vemos? Caridade é benevolência, bondade, compaixão e beneficência. O Reino de Deus é um reino de amor, amor de fraternidade, amor de misericórdia, amor de perdão e amor de esperança. 3. Quando nos conhecemos a nós mesmos, nossas imperfeições, fraquezas e procuramos, a partir da experiência religiosa e do nosso conhecimento, vivermos uma vida transformada pela mensagem universal e integradora da Cruz de Cristo. 4. Quando somos tentados a cometermos injustiças, mas resistimos a tal tentação na certeza de que cairemos mais por vontade própria do que pela vontade de outros. Com esta parábola Jesus encerra seu sermão intitulado de Sermão do Monte. Havia uma clara distinção entre ouvir, ouvir e fazer, fazer. Jesus quer que seus discípulos sejam movidos pelo amor a Deus e às pessoas, e não pelo amor à lei, como fariseus e escribas. Para estes a lei vinha antes das pessoas, para os discípulos as pessoas antes da lei. Em outras palavras, construir sobre a areia é desconstruir a vida. Bispo Josué Adam Lazier
Escrito por Josué Adam Lazier às 19h58
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