Pastorais


 
 

Um recado para ganhadores de alma

 

UM RECADO PARA GANHADORES DE ALMA”

HORATIUS A.BONAR


 


ROTEIRO DE ESTUDO

 

 

 


I - A IMPORTÂNCIA DE UM MINISTÉRIO VIVO

 

1.   Qual é o principal objetivo do ministério cristão?

2.   Quais são as conseqüências de um ministério morno?

3.   Que definição o autor faz sobre o ministro com sucesso?

 

 

II - A VERDADEIRA VIDA E O ANDAR DE UM MINISTRO

 

1.   Qual a diferença básica para ser um verdadeiro ministro de Deus?

2.   O que o autor sugere, em primeiro lugar, para a santidade do obreiro?

3.   Que comentário o autor faz sobre comunhão com Deus e leitura da Bíblia?

4.   O que o livro propõe, baseado em Malaquias 2.6, como essencial para o sucesso?   Qual é o grande sucesso na vida ministerial?

 

 

III - FALHAS NO PASSADO

 

1.   Que considerações o autor faz sobre submissão?

 

IV - CONFISSÃO MINISTERIAL

 

1.   Quais os temas da confissão feita pela Igreja da Escócia em 1651, destacados pelo autor do livro?

2.   O que caracteriza cada um dos temas?

3.   Qual o conteúdo da confissão antes do ingresso no  ministério?

4.   Qual o conteúdo da confissão quando da entrada no ministério?

5.   Qual o conteúdo da confissão quanto aos pecados após o ingresso no ministério?

 

 

V - AVIVAMENTO NO MINISTÉRIO

 

1.   Quais as características do Avivamento, Segundo Bonar?

2.   Qual a principal característica deste avivamento?

 

 

Roteiro de estudo preparado pelo bispo Josué Adam Lazier,

para estudo e reflexão com a liderança da Igreja

 

 

 

 

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 11h09
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Discipulando a liderança - estudo 4

A vitalidade do servo e da serva de Deus

Lucas 17:7-10

 

 

O servo não espera ser servido

O Reino de Deus não tem o costume de diplomar seus alunos, servos em constante crescimento, maturação e vivência das verdades e valores do Reino. Na verdade, esta parábola deve ser entendida em contraste com Lucas 12:35-38, que fala do senhor que serve aos escravos vigilantes. Trata-se de uma parábola exclusiva de Lucas.

 

O tom da parábola tem sido localizado, equivocadamente, na expressão “servos inúteis”, destacando a inutilidade do servo. Para alguns, poderia até ser um diploma dado por Deus. Vejamos a mensagem central desta parábola.

 

O costume da época

Há uma ênfase equivocada, pois nenhum servo vocacionado por Deus é inútil, ao contrário, Deus dá potencialidade e talentos, além de dons espirituais, para que seus servos e suas servas cumpram com sua vocação.

 

Qual é a ênfase desta parábola? Quando Jesus a profere, o faz nos padrões de comportamento do Oriente Médio. O relacionamento entre senhor e servo subentende a relação entre autoridade e obediência sem questionamentos. Era uma questão cultural cristalizada na sociedade de Israel. "No Oriente Médio ninguém imaginava que um servo esperaria honras especiais depois de cumprir a sua obrigação no campo”.[1]

 

Terá de agradecer ao servo...? – v. 9

A palavra grega nesta parábola não é comum em outros textos do Novo Testamento eucharisteo (agradecer), mas a expressão charin (graça/favor). Literalmente o texto ficaria assim: "Terá ele graça/favor do servo?”. A parábola fala do trabalho realizado e seus resultados. Depois do trabalho o servo não tem nenhum direito e nem alcançou favor algum[2], pois fez o que deveria ter feito.

 

A refeição vespertina a que se refere a parábola não era realizada às oito da noite, mas no meio da tarde, às três horas. A jornada de trabalho era curta e, após o jantar, ainda restavam algumas horas de trabalho, o que poderia ser feito dentro da casa, ou seja, tarefas domésticas eram praticadas depois do jantar. Era comum ao escravo, ao voltar do campo, preparar a mesa do senhor antes de cumprir outras tarefas domésticas.

 

O camponês da parábola não vive em folgada situação econômica. Ele pode manter apenas um servo, que faz tanto os trabalhos do campo como os da casa.[3]

 

Sem merecimento – v. 10

O significado da expressão inútil na parábola é alguém dispensável, a quem o senhor não deve agradecimento. A melhor tradução seria: "somos servos a quem nada se deve". Esta palavra pode significar também o “que não dá lucro[4]. O discípulo, depois de cumprir com todo o seu dever, deve dizer: "nada me devem, cumpri com prazer o meu dever”.

 

Esta parábola é relevante quando abordamos a vocação no contexto de dons e ministérios, lembrando os outros momentos de Jesus com seus discípulos (João 13 a 17). Antes disso, Jesus exerceu uma atividade cultural ao lavar os pés dos discípulos e demonstrar o caminho do serviço.

 

Este enfoque é relevante hoje, pois o exercício da vocação tem sido usado para promover status e interesses pessoais, familiares e de grupos, mediante a reinvidicação de direitos. Vocação significa estar a serviço daquele que vocacionou. O vocacionado é um servo que, ao cumprir suas responsabilidades, não possui direito algum. Ele vive na perspectiva da gratuidade do Reino de Deus. Este sentimento e convicção na vida do discípulo de Jesus é resultado da vitalidade do Evangelho.

 

O que devíamos fazer... – v. 10

A vocação tem sido também veiculada como meio de poder e status, o que contraria o caminho da cruz que Jesus seguiu. Há quatro aspectos a serem destacados na vida do servo e da serva de Deus que cumprem a sua vocação:

 

Espírito de serviço – Somos chamados a servir aos outros no cumprimento da nossa vocação, e não para nos servir dela.

 

Disciplina – O servo é alguém que venceu a si mesmo e depositou seus sonhos e projetos pessoais na cruz de Cristo.

 

Obediência – Como servos, estamos sob autoridade e seguimos normas e orientações. No entanto, autoridade deve ser exercida como expressão de serviço e não de dominação, autoritarismo, ameaças e intimidações.

 

Espírito de gratuidade[5] – Se houver disputa pelo poder entre nós, será o fim do ministério e missão, pois como servos, somos chamados a servir com alegria e esperança e nos libertar da ambição pelas recompensas e posições.

 

O servo e a serva do Senhor são pessoas que vivem sob o impacto do poder do Evangelho de Jesus e são por Ele transformados para a vivência do serviço e a convivência na perspectiva da graça de Deus.

 

Bispo Josué Adam Lazier

    



[1] BAILEY, K. As parábolas no evangelho de Lucas. São Paulo, Vida, p. 298.

[2] BAILEY, p. 300.

[3] JEREMIAS, Joaquim. As parábolas de Jesus. São Paulo, Paulinas, p. 193.

[4] MORRIS, Leon L. Lucas – Introdução e Comentário. São Paulo, Mundo Cristão, 1986, p. 241.

[5] WENZEL, João Inácio. O caminho do seguimento no evangelho de Lucas. CEBI, 1998, p. 64.



Escrito por Josué Adam Lazier às 20h46
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A família está sempre na ordem do dia

 

 

A FAMÍLIA CONSANGUÍNEA E

A FAMÍLIA DA CONVIVÊNCIA

 

 

Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam

Salmo 127.1

 

 

Deus instituiu a família

O Salmo 127.1 nos faz lembrar que Deus instituiu a família. As religiões costumam reconhecer a importância da família e dão valores diferenciados de acordo com a concepção de cada uma. No entanto, todas registram o cuidado que devemos ter para com nossa família.

 

O Salmo também nos faz lembrar que Deus escolheu várias outras famílias a fim de revelar para outras famílias o Seu amor e Sua graça. Queremos destacar a família consangüínea, ou seja, a nossa família: pai, mãe, tios, sobrinhos, avós, irmãos e outros e a família da convivência onde as pessoas convivem em função do trabalho.

 

Família consangüínea

Ao criar a família consangüínea Deus estava providenciando as condições para que o homem e a mulher não estivessem sozinhos. Ao vínculo entre o homem e a mulher Deus estava estabelecendo a comunhão. O Antigo e o Novo Testamento começam e terminam falando da família e testificam

 

a respeito da importância da família na vida das pessoas e da sociedade. Seu papel vai além da função meramente procriadora, sendo uma comunidade de apoio mútuo, amor, comunhão, formação e serviço, atingindo assim funções educadoras, socializadoras e integradoras das pessoas na sociedade”.[1]

 

Deus criou a família para a realização, felicidade e companheirismo. É na família que a pessoa encontra o apoio, a ajuda, a solidariedade, a compreensão e a comunhão.

 

Família da convivência

Mas a família da convivência também é uma oportunidade que a vida nos oferece. Nela podemos desenvolver o companheirismo, exercício que precisa ser praticado em todos os dias. Companheirismo é dividir os problemas e saber entender as angústias e as lutas dos outros. Companheirismo pode acontecer no dia a dia dos membros da família da convivência, nas tarefas, nos afazeres, nas responsabilidades que cada um tem etc. Assim Jesus se expressa para com seus seguidores: “E, estendendo a mão para os discípulos, disse: eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12.49-50).

 

Assim, os membros da família consangüínea são companheiros de oração, de sonhos e esperanças, de jugo, de vocação, de comprometimento com o Evangelho de Jesus Cristo, de cuidado uns com os outros, de zelo pelos valores da família, etc. São companheiros no enfrentamento das lutas e dificuldades da vida e na realização dos ideais de cada um. Mas os membros da família da convivência também o são.

 

Comunidade de graça

A família deve ser vista como um meio de graça na vida das pessoas, na qual Deus manifesta o seu amor, a sua presença, a sua benção e a sua glória. Em outras palavras, a família é uma comunidade da Graça de Deus. Comunidade quer dizer qualidade ou estado do que é comum; comunhão de interesses; concordância; convergência. Neste sentido, a família é uma comunidade onde sonhos, ideais, necessidades, experiências, propósitos, projetos, esperanças, desejos, convergem entre si sob a ótica e a benção da Graça de Deus. Graça quer dizer gratuidade do amor de Deus e da vivência da Sua presença em nossas vidas.

 

Ao refletir sobre a família convidamos todos/as a dedicarem um tempo de reflexão e de oração pelos membros da família consanguínea e pelos da família da convivência, a fim de que os laços de relacionamento sejam fortalecidos e que as dificuldades que surgirem na vida sejam superadas pelo apoio e participação de todos/as.

 

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

 



[1] Colégio Episcopal da Igreja Metodista, Pastoral da Família, São Paulo, Imprensa Metodista, 1979, pg. 11.

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 21h16
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Discipulando a Liderança - estudo 3

 

 

Exercitar a piedade

1Timóteo 4.7b-8

 


Esta recomendação do apóstolo Paulo aos seus discípulos, em especial a Timóteo, faz parte de um conjunto de orientações ministeriais dadas aos jovens seguidores e aos líderes da Igreja, sobretudo da Igreja em Éfeso. Elas são feitas num contexto de convivência, de diálogo e de discipulado, onde a vida era confrontada com os valores que a Palavra de Deus apresentava para os cristãos. Portanto, são relevantes para nós hoje.

 

Neste bloco de orientações encontra-se a que está em destaque. Normalmente entende-se piedade como dó. FERREIRA define assim a palavra: “1. Amor e respeito às coisas religiosas; religiosidade; devoção; 2. Pena de males alheios; compaixão, dó, comiseração”[1]. Este é o senso comum acerca desta palavra.

 

Já o termo grego “eusebeia”, traduzido por “piedade” e de acordo com o contexto, significa “atitude religiosa no sentido mais profundo, a reverência a Deus que advém do conhecimento Dele... conota a seriedade moral, que afeta o comportamento externo bem como a intenção interior[2].

 

O sentido bíblico da palavra vai além do sentimento de dó ou de piedade, indica uma atitude moral e ética, um comportamento transformado pelo conhecimento de Deus e pela reverência a Deus. Assim, é mais do que dó, é ação em direção aos que causam “dó” ou “piedade”. Por se tratar de uma atitude que evidência o caráter cristão, esta ação é acompanhada de um exercício de humildade e de entrega. Para STOTT, se trata de “uma mistura de temor e amor que, juntos, constituem a devoção do homem para com Deus”[3].

 

A figura utilizada pelo apóstolo para ilustrar o exercício é a dos atletas que participavam dos jogos nas grandes cidades da época, como era o caso de Éfeso. Os atletas se submetiam a um treinamento rígido para alcançar os objetivos. O exercício da piedade cristã é acompanhado de dedicação e disciplina por parte dos discípulos de Jesus.

 

FOSTER define o exercício da piedade chamando-o de meditação. Assim se expressa: “a meditação não é um ato simples, nem pode ser completada da forma como se completa a construção de uma cadeira. É um modo de vida. Você estará constantemente aprendendo e crescendo à medida que penetra as profundezas interiores”.[4]

 

Espiritualidade tem a ver com a vida integral da pessoa em sociedade. Devemos considerar que a espiritualidade acontece em meio à vida concreta e não imaginária. Ela se evidencia na vivência do Evangelho, na prática do serviço cristão, no cumprimento das responsabilidades, na luta pelo direito e pela cidadania, na evangelização, no testemunho, na vida familiar, etc. Ninguém se tornará “mais espiritual” pelo escapismo, através do intimismo ou do individualismo, mas sim pelo exercício da piedade, ou seja, das atitudes de uma vida marcada pelo amor, pela moral, pela ética, pelo respeito, pela dignidade, pela valorização da vida, pela ternura e pela responsabilidade cidadã.

 

Assim, o exercita-te na piedade tem um tom pastoral, exortativo e catequético, pois ensina aos que exercem liderança que não basta ter uma espiritualidade centrada na devoção, mas é fundamental que esta espiritualidade esteja centrada no desenvolvimento do caráter cristão que se traduz em atitudes éticas, morais, justas, dignas, solidárias, fraternas, tolerantes e honestas.

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

 



[1] FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 1986, p. 1327.

[2] KELLY, L.N.D. I e II Timóteo: introdução e comentário. São Paulo, Mundo Cristão, 1983, p.65 (Série Cultura Bíblica)

[3] STOTT, John. A Mensagem de I Timóteo e Tito. Paulo, ABU, 2004, p.117.

[4] FOSTER, Richard J. Celebração da disciplina. São Paulo, Vida, 1983, p.46.

 

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 21h27
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A Pastoral Universitária

 

A PASTORAL METODISTA NA UNIVERSIDADE METODISTA


Anotações e Conotações

 

Introdução
Pretendo verificar nesta reflexão alguns aspectos que envolvem a Pastoral Escolar e Universitária conforme prescrevem os documentos da Igreja, sobre tudo o Regulamento aprovado pelo Colégio Episcopal em agosto de 2007. Nos anos anteriores várias alterações foram feitas neste documento, a fim de atender às demandas, ou mesmo imprecisões que os documentos anteriores geraram. A versão de 2007 é a que está vigente.

Consciência crítica
O artigo 81 dos Cânones da Igreja Metodista de 2007 afirma que “as instituições educacionais têm pastorais escolares e universitárias que atuam como consciência crítica, em todos os seus aspectos, exercendo suas funções proféticas e sacerdotais dentro e fora delas”1. O parágrafo único define ainda que o Colégio Episcopal regulamenta a estrutura, competências e funcionamento das pastorais escolares.

Esta expressão “consciência crítica” tem sido objeto de discussões e interpretações. O fato é que sendo ou não “consciência crítica”, a Pastoral tem a missão de assinalar a confessionalidade pelo viés profético e sacerdotal, sem perder a “consciência crítica”, ou sem submeter-se às consciências que não estão alinhadas com o que prescrevem os documentos da Igreja.

Participar da vida da Instituição
O Regulamento aprovado pelo Colégio Episcopal em 28 de agosto de 2007 apresenta três tarefas e quinze objetivos. Em outras palavras, a missão da Pastoral Escolar e Universitária é abrangente e deve ser exercida em todos os órgãos superiores de decisão, conforme expresso no item III do artigo 2 do referido Regulamento:

“Participar da vida da instituição em suas diferentes dimensões, especialmente na área de avaliação institucional e nos órgãos superiores de decisão, pautada pela dimensão ética do Evangelho”.

Além desta tarefa, ou seja, participar da vida da Instituição, com destaque para a avaliação institucional, encontra-se a função de participar da vida dos órgãos superiores de decisão e, entre os objetivos, encontra-se a indicação de uma ação específica junto aos órgãos colegiados de decisão:

“Participar junto com o Bispo, Conselho Diretor e a Direção Geral da instituição, na implantação das marcas da confessionalidade metodista, mantendo para isto permanente diálogo com os representantes da Igreja acima mencionados”.2

Neste sentido, as duas orientações dadas pelo Colégio Episcopal em julho passado, uma corrigindo a outra (CE-107-08 e CE-150-08), não atendem integralmente ao que é prescrito no Regulamento. Desta forma, é conveniente uma reflexão mais aprofundada sobre o assunto para se definir o que de fato o Colégio Episcopal está orientando e qual documento está em vigência: o Regulamento ou a carta com a orientação? Não estou colocando questionamento, mas sim uma problemática que pode vir a se transformar num enorme conflito.

A importância da Pastoral na Instituição
É inequívoca a valorização e a importância que o Colégio Episcopal confere às Pastorais Escolares e Universitárias no sentido de se implantar a confessionalidade metodista, ou seja, atender o que está prescrito nos documentos confessionais que a Igreja mantém. Entre estes documentos estão o Credo Social, o Plano para a Vida e a Missão da Igreja e as Diretrizes para a Educação na Igreja Metodista, além de outros.

Nesta linha de reflexão, caberia uma pergunta: estariam todos os segmentos indicados no Regulamento do Colégio Episcopal cientes da abrangência e da complexidade da missão das Pastorais e, mais ainda, estariam os atores destes segmentos conscientes das implicações e ações decorrentes de tais tarefas e objetivos traçados pela Igreja? Não se trata de questionamento, mas sim de provocação de uma reflexão e de um diálogo, que deve ser aberto e franco, frente aos desafios administrativos e evangelizadores em uma Instituição confessional.

As responsabilidades da Pastoral
As Pastorais Escolares e Universitárias, ao levarem em conta suas responsabilidades e em obediência atuarem atendendo a todas elas, provocarão, inevitavelmente, tensões nas relações com os segmentos e com seus atores, pois sua ação será numa perspectiva utópica, sacerdotal e profética. O educador Paulo Freire dá uma pista para a compreensão da tensão que acompanha a missão e a concepção teológica que abrange o segmento Pastoral na educação e seus atores:

“Tem que estar associada à ação cultural para a libertação através da qual os homens substituem sua concepção ingênua de Deus, como um mito alienante, por um conceito novo: Deus como uma presença na história, que não impede, de forma alguma, que o homem faça a história de sua libertação”.3

Em outras palavras, ao levarem a sério a sua missão as Pastorais criarão conflitos que, paradoxalmente, serão saudáveis e transformadores da realidade.

Devemos considerar em especial um dos objetivos traçados pelo Colégio Episcopal para as Pastorais. Trata-se do objetivo VII: “verificar se as decisões institucionais estão sendo tomadas de acordo com as orientações oficiais da Igreja e, se necessário denunciar ao Bispo da Instituição ou ao CE, práticas que não estão alinhadas com as diretrizes da Igreja Metodista para a área educacional”.4 Grande e complexa missão. Necessária e desafiadora. Instigante. Estimulante. Fiscalizadora? Não. Questionadora? Sim.

Duas palavras se ressaltam neste item: verificar e denunciar. A primeira indica o começo, o nascedouro das decisões e dos encaminhamentos dos colegiados, entre eles o Conselho Diretor. Pelo que prescreve o Regulamento, a presença da Pastoral nos órgãos superiores de decisão é fundamental para que as orientações da Igreja sejam respeitadas. Para isto, a presença e a instrumentalização da Pastoral para tal ação se fazem necessárias, inquestionavelmente. A segunda palavra indica uma situação de gravidade e que remete às autoridades da Igreja o assunto a fim de que o mesmo seja retomado conforme os documentos da Igreja.

Com estas duas ações, verificar e denunciar, o Colégio Episcopal colocou sob responsabilidade das Pastorais o acompanhamento do cumprimento das leis por parte dos colegiados e dos executivos da Instituição. Neste sentido, se misturam a consciência crítica, a ação profética e sacerdotal, com o acompanhamento sério, ético e responsável, de todas as decisões e de todos os encaminhamentos dados e tomados.

Instrumentalizar a Pastoral
As Pastorais precisar estar bem instrumentalizadas para cumprirem com suas responsabilidades, em especial a de “verificar” e “denunciar”. Estas duas questões podem vir a ser um grande problema a ser administrado pela Igreja. A mesa da CONAPEU já fez em 2007 um pedido ao Colégio Episcopal para que este tópico do Regulamento fosse revisto. Até o momento não houve nenhum encaminhamento, o que me leva a concluir que o Colégio Episcopal está referendando o referido item do Regulamento. Neste sentido, a Pastoral não precisa ser convidada a participar da reunião, por exemplo, do Conselho Diretor ou agendar a presença na reunião. A Pastoral tem que estar presente. Ponto final? A orientação do Colégio Episcopal de julho segue outra direção, o que implicará numa grande dificuldade para as Pastorais verificarem e acompanharem as decisões do colegiado superior da Instituição.

Mas uma pergunta se ressalta: os segmentos mencionados no Regulamento do Colégio Episcopal, e o próprio Colégio Episcopal, estariam preparados para tal situação envolvendo denúncia nos termos do Regulamento, se ela ocorrer? As Pastorais terão o devido respaldo “pastoral” para cumprir com esta missão? Os atores estão bem orientados sobre as implicações e os objetivos que se busca com este item do Regulamento, ou seja, verificar e denunciar?

As constantes mudanças nos regulamentos e nos encaminhamentos envolvendo as Pastorais Escolares e Universitárias evidenciam que ainda estamos no caminho do aprendizado e da busca por um relacionamento que, mesmo sendo acompanhado de conflitividade e não de acomodação, pode ser sinalizador da confessionalidade e, conseqüentemente, do Reino de Deus. O melhor caminho é o da convivência e o do diálogo.

Considerando todo o processo de escolha de pessoas que atuam em nome da Igreja nos Conselhos Diretores e nas Direções das Instituições e ainda que outros artigos canônicos já prevêem a denúncia contra membros da Igreja, se faz completamente desnecessário o estabelecimento de uma função para a Pastoral nestes termos. Se houver necessidade de denúncia, já há provimento na Lei Canônica da Igreja.

Devemos considerar também que outros segmentos, que não a Pastoral Escolar e Universitária, e até mesmo segmentos da Universidade ou da sociedade, podem apresentar às autoridades da Igreja descumprimento de responsabilidade. Caberia um estudo mais aprofundado se as questões judiciais, que estão muito em voga e atingem frontalmente as Instituições e a Igreja como um todo, podem ser consideradas “denúncias” após as decisões judiciais se efetivarem em contrário à ação dos administradores.

A Pastoral na Universidade?
Ao ler e reler as atribuições impostas às Pastorais Escolares e Universitárias eu desconfio que o Colégio Episcopal, sem se dar conta disto, afirmou que os segmentos confessionais da Instituição devem atuar tendo a Pastoral como parceira e orientadora. Vamos assumir isto? Vamos mudar os regulamentos e os encaminhamentos? Vamos mudar os atores?

Que Deus nos dê a graça para mudarmos nossas posturas de autodefesa, autofagismo, autônomos e automáticos, para agentes de transformação, mesmo que utópicos, mas com certeza profética e sacerdotal acompanhada pela esperança transformadora, como afirma Paulo Freire: “não há esperança na passividade, na acomodação, no ajustamento, e sim na dialética inquietante e paz que caracteriza o ato crítico da busca permanente”.5

Que ao encontrarmos o caminho do diálogo o respeito e a tolerância caracterizem a ação de todos os atores do trabalho educativo de nossas Instituições.

 

Bispo Honorário Josué Adam Lazier

 

1 IGREJA METODISTA. Cânones de 2008. São Paulo. SP: Editora Cedro, 2007, pg. 227
2 COLÉGIO EPISCOPAL. Regulamento das Pastorais Escolares e Universitárias. São Paulo, SP: 28 de agosto de 2007.
3 FREIRE, Paulo. Terceiro Mundo e Teologia – Carta a um Jovem Teólogo. In: TORRES, Carlos Alberto. A práxis educativa de Paulo Freire. São Paulo, SP: Edições Loyola, 1977, p. 92.
4 COLÉGIO EPISCOPAL. Regulamento das Pastorais Escolares e Universitárias. São Paulo, SP: 28 de agosto de 2007.
5 FREIRE, Paulo. Terceiro Mundo e Teologia – Carta a um Jovem Teólogo. In: TORRES, Carlos Alberto. A práxis educativa de Paulo Freire. São Paulo, SP: Edições Loyola, 1977, p. 88.



Escrito por Josué Adam Lazier às 20h23
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O Credo Social - 6ª palavra pastoral

 A EDUCAÇÃO NO CREDO SOCIAL DA IGREJA METODISTA

 

 

Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas” – Salmo 119.102

 

 

Introdução

Neste Ano celebramos os 100 anos do Credo Social da Igreja Metodista. O primeiro Credo foi formulado em 1908 pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos da América. Desde então, o movimento metodista adotou entre seus documentos a Doutrina Social.

 

No Brasil, a Igreja Metodista adotou a versão americana por ocasião da sua autonomia, em setembro de 1930. O Credo Social passou por várias alterações até a aprovação do texto vigente e atual, aprovado em 1997.

 

A Educação no Credo Social

O Credo Social como doutrina social da Igreja é abrangente e não específica de uma determinada área de ação ou missão. No entanto, podemos ressaltar no Credo alguns aspectos que estão ligados à educação.

 

A versão aprovada em 1960 indicava o seguinte:

 

um programa educativo que leve o homem do campo à consciência de suas relações com Deus, com o solo e com todas as riquezas naturais, bem como à consciência de seus deveres para com a família, a Igreja e o bem estar da comunidade”.[1]

 

O documento de 1960 indicava uma ação específica e promotora da educação que visava dar consciência de classe e conhecimento da realidade onde as pessoas do campo viviam. A Igreja toma para si esta missão.

 

Para o Credo Social, além da saúde e da segurança, a educação é um direito que deve ser garantido a todo e qualquer cidadão. Para isto, define o documento, a Igreja deve capacitar seus membros para o exercício de uma cidadania plena e justa.

 

A educação, ao lado de outras ações cidadãs e missionárias, devem promover a transformação da pessoa e da sociedade, na busca pela justiça social. Neste sentido, OLIVEIRA é enfático ao comentar a filosofia social do Credo Social:

 

... passando de uma filosofia empresarial, secular, para uma filosofia missionária, de um enfoque individual para um enfoque mais amplo, de caráter social.... A mudança é radical, é revolucionária, pois significa uma nova teologia e, assim, uma nova ideologia – a eficiência da empresa cede lugar à ação do Reino de Deus”.[2]

 

Desafios

 

Diante do que afirma o Credo Social, podemos apreender que a educação é um instrumento de transformação da pessoa e da sociedade na busca pela plenitude da vida. Uma educação que valoriza a história das pessoas e confere dignidade e humanidade, é um dos grandes desafios das Instituições metodistas. Para Wesley, fundador do movimento metodista no século XVIII na Inglaterra, devemos “unir ciência e piedade vital há tanto tempo separadas”.[3]

 

Bispo Josué Adam Lazier

 

 



[1] IGREJA METODISTA. Cânones de 1960. São Paulo, SP: Imprensa Metodista, 1960, p. 238.

[2] OLIVEIRA, Clory Trindade. Estrutura Organizacional e Administrativa do Metodismo 1965 – 1982. In: Revista Caminhando, nº 01. São Bernardo do Campo, SP: Imprensa Metodista, 1982, p. 41.

[3] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Imprensa Metodista, 1982, p. 17.



Escrito por Josué Adam Lazier às 09h17
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O Credo Social - 5ª palavra pastoral

O CREDO SOCIAL DA IGREJA METODISTA E A RESPONSABILIDADE

 

Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” Mateus 25.40

 

Introdução

Neste Ano celebramos os 100 anos do Credo Social da Igreja Metodista. O primeiro Credo foi formulado em 1908 pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos da América. Desde então, o movimento metodista adotou entre seus documentos a Doutrina Social.

No Brasil, a Igreja Metodista adotou a versão americana por ocasião da sua autonomia, em setembro de 1930. O Credo Social passou por várias alterações até a aprovação do texto vigente e atual, aprovado em 1997.

 

A responsabilidade no Credo Social

A palavra responsabilidade aparece várias vezes no Credo Social. Segundo o Aurélio, responsabilidade significa “capacidade de entendimento ético-jurídico e determinação volitiva adequada, que constitui pressuposto penal necessário da punibilidade”. Seria o mesmo que dizer que a pessoa assume para si a responsabilidade por...

O Credo fala de responsabilidade cristã quando afirma seu dever em zelar pelo bem-estar integral da pessoa e que esta responsabilidade é fundamentada na soberania de Deus, que se revelou em Jesus Cristo para garantir o direito à vida plena e digna.

O Credo fala de responsabilidade social em termos de consciência e conhecimento acerca da vida e dos valores que promovem a vida e para isto apresenta os seguintes aspectos: a) Deus criou o homem e a mulher para viverem em sociedade; b) a reconciliação com Deus é o caminho para a justiça, paz e liberdade entre os povos; c) a vida na perspectiva cristã é livre e pode ser transformada pela relação entre as pessoas e com o mundo; d) as condições sociais, políticas e econômicas devem promover o direito de todos e para todos.

Fala também da responsabilidade civil, no que diz respeito ao relacionamento na comunidade, no exercício da cidadania e dos que exercem o poder que, segundo o Credo, “devem ter uma mentalidade de compreensão e de ação eficaz para erradicação da marginalidade”.[1]

O Credo fala também da responsabilidade da família em educar seus filhos e criá-los para serem cidadãos conscientes e responsáveis.

 

Desafios

Na perspectiva do Credo Social, um documento doutrinário e sinalizador da identidade e da confessionalidade da Igreja, a vida se constitui em responsabilidades que tem a ver com a vida dos outros e com o próprio meio ambiente onde vivemos. A oikos, a casa de todos nós é o lugar onde se vive responsavelmente.

Poderíamos assinalar alguns aspectos que se evidenciam hoje em termos de responsabilidade: pela cidadania, pelo meio ambiente, pela justiça, pela fraternidade, pela solidariedade, pelo respeito aos diferentes, pela defesa dos mais fracos, e outras mais.

Fica o convite do Credo Social: “A Igreja Metodista afirma sua responsabilidade cristã pelo bem-estar integral do ser humano como decorrente de sua fidelidade à Palavra de Deus expressa nas Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos”.[2]

 

Bispo Josué Adam Lazier

 



[1] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 29.

 

[2] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 16.



Escrito por Josué Adam Lazier às 16h40
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O Credo Social - 4ª palavra pastoral

O CREDO SOCIAL DA IGREJA METODISTA E A QUESTÃO FAMILIAR

 

 

E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais...” – Malaquias 4.6

 

Introdução

Neste Ano celebramos os 100 anos do Credo Social da Igreja Metodista. O primeiro Credo foi formulado em 1908 pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos da América. Desde então, o movimento metodista adotou entre seus documentos a Doutrina Social.

 

No Brasil, a Igreja Metodista adotou a versão americana por ocasião da sua autonomia, em setembro de 1930. O Credo Social passou por várias alterações até a aprovação do texto vigente e atual, aprovado em 1997.

 

A questão familiar no Credo Social

O Credo social fala das questões familiares. Começa afirmando que Deus é o criador de toda família humana e criador dos povos para que se constituíssem uma família universal.

 

Além deste conceito de família ampla e universal, o Credo apresenta-a também como espaço onde a pessoa se realiza e vivencia as diversas relações que acontecem na intimidade das famílias.

 

Como instituição criada por Deus, a família deve receber o cuidado de todos os segmentos sociais e religiosos. Ela não pode ser objeto de desequilíbrios econômicos e das estruturas sociais injustas que permeiam a nossa sociedade.

 

Desafios

O Credo Social indica como uma das responsabilidades a adoção dos Direitos Humanos que preservam e defendem a família e os direitos dos membros da família. Neste sentido, podemos dizer que a família universal define os direitos da família das pessoas.

 

A família é vista, então, como uma comunidade que enfrenta dificuldades e tem responsabilidades. Todos nós, juntamente com nossas famílias, devemos ajudar uns aos outros no enfrentamento das dificuldades que alcançam nossas famílias e cumprirmos com nossas responsabilidades familiares

 

Devemos lembrar que a família é uma comunidade onde a graça de Deus se faz presente.

 

 

Bispo Josué Adam Lazier

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 18h57
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O Credo Social - 3ª palavra pastoral

O SER HUMANO NO CREDO SOCIAL DA IGREJA METODISTA

 

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou” – Gênesis 1.27

 

Introdução

Neste Ano celebramos os 100 anos do Credo Social da Igreja Metodista. O primeiro Credo foi formulado em 1908 pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos da América. Desde então, o movimento metodista adotou entre seus documentos a Doutrina Social.

No Brasil, a Igreja Metodista adotou a versão americana por ocasião da sua autonomia, em setembro de 1930. O Credo Social passou por várias alterações até a aprovação do texto vigente e atual, aprovado em 1997.

O Credo Social é organizado em 5 partes, a saber: I – Nossa Herança; II – Bases Bíblicas; III – A Ordem Político-Social e Econômica; IV – Responsabilidade Civil e V – Problemas Sociais.

A pessoa no Credo Social

O Credo Social nutre os demais documentos da Igreja Metodista, entre eles o Plano para a Vida e Missão da Igreja e as Diretrizes para a Educação na Igreja Metodista. Vamos destacar como o ser humano é visto através do Credo Social.

O ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus e sujeito de todos os valores e recursos que a sociedade tem e atua como agente e como sujeito do corpo social. O documento afirma que o “sentido cristão de humanidade só pode ser alcançado em uma sociedade na qual as pessoas tenham vida comunitária, consciência de solidariedade humana e de responsabilidade social”.[1]

Em função deste aspecto de comunidade onde a pessoa vive e convive, criando assim a sua realidade histórica, o Credo Social denúncia de forma enfática o individualismo e a massificação como causas dos graves problemas sociais e como negação do Evangelho de Cristo, que veio para que todos tivessem vida e para a vida fosse plena.

Portanto, o ser humano deve ser sujeito do cuidado da família, da Igreja, da escola e da sociedade em geral. O Credo Social condena toda e qualquer discriminação, bem como indica que a defesa dos direitos humanos em favor dos pobres e oprimidos é a missão da Igreja, tendo a Justiça de Deus como inspiração para vencer as injustiças sociais e libertar a pessoa da indignidade humana.

O Credo Social denúncia como agentes que destroem a vida humana os diversos vícios que causam dependência, violência, abusos, exploração, prostituição e que agridem a dignidade da vida, tais como: cigarro, bebida, drogas, jogos, além de outros vícios.

Desafios

O Credo Social apresenta diversos desafios e oportunidades para a valorização da vida e conquista da dignidade de muitos que sofrem abusos ou são impedidos de viver a vida de forma plena.

O último desafio apresentado pelo Credo é: “amar efetivamente as pessoas caminhando com elas até as últimas conseqüências para a sua libertação dos problemas e sua autopromoção”.[2]

Ele se constitui num dos grandes desafios dos metodistas, seja em que segmento estiver atuando, bem como de todos os órgãos que a Igreja mantém, a fim de que o ser humano viva plenamente a imagem e semelhança de Deus.

 

Cremos que são bem-aventurados os humildes de espírito, os que sofrem, os mansos, os que têm fome e sede de justiçam os que praticam a misericórdia, os simples de coração, os que trabalham pela paz, os que são perseguidos pela causa da justiça e do nome do Senhor”.

 

 

Bispo Josué Adam Lazier



[1] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 26.

[2] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 30.



Escrito por Josué Adam Lazier às 20h12
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O Credo Social - 2ª palavra pastoral

A VIDA NO CREDO SOCIAL DA IGREJA METODISTA

 

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – João 10.10

 

Introdução

Neste Ano celebramos os 100 anos do Credo Social da Igreja Metodista. O primeiro Credo foi formulado em 1908 pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos da América. Desde então, o movimento metodista adotou entre seus documentos a Doutrina Social.

No Brasil, a Igreja Metodista adotou a versão americana por ocasião da sua autonomia, em setembro de 1930. O Credo Social passou por várias alterações até a aprovação do texto vigente e atual, aprovado em 1997.

A vida no Credo Social

O Credo Social destaca a vida humana é dádiva de Deus. Ele afirma que ela é plena quando o viver da pessoa evidencia o amor para com Deus e para com o próximo. Viver a vida é celebrar o amor nos aproxima de Deus e do próximo. O próximo geralmente é aquele que está perto de nós, mas distante de nossas ações ou cuidado.

O documento se refere também, além do cuidado junto ao próximo, que a vida tem a sua plena realização quando é vivenciada em comunidade. Estar junto com outros é seguir a ordem natural da criação.

Em função destas duas compreensões, o Credo Social fala da defesa da vida e da pessoa humana, além da “promoção do bem comum mediante o desenvolvimento da justiça e da paz na ordem social”.[1]

Desafios

Diante destas afirmações, todas as pessoas, em especial as pessoas da Igreja Metodista, têm a responsabilidade em atuarem na sociedade para minimizar as condições subumanas que se apresentam e para transformar as estruturas desumanas da sociedade.

Para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, o Credo Social indica que a vida comunitária, a consciência de solidariedade humana e a responsabilidade social devem promover mudança de mentalidade para que o sentido cristão de humanidade seja alcançado.[2]

Desta forma, para que a vida seja plena há que se combater todos os males que agridem e destroem a dignidade da vida humana.

 

 

Cremos no Reino de Deus e sua Justiça que envolve toda a criação, chamando todos os homens e todas as mulheres a se receberem como irmãos e irmãs participando, em Cristo, da nova vida em plenitude”.[3]

 

 

Bispo Josué Adam Lazier



[1] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 20.

[2] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 26.

[3] IGREJA METODISTA. Credo Social. São Paulo, SP: Editora Cedro, 1999, p. 18.

 



Escrito por Josué Adam Lazier às 14h39
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